Brasil Política

06/08/2021 | domtotal.com

Distritão: Rodrigo Pacheco critica tentativa de mudar sistema eleitoral

Presidente do Senado diz que estão tentando 'mudar as regras com a bola rolando'

'No Senado há tendência à manutenção do sistema proporcional, com cláusula de barreiras'
'No Senado há tendência à manutenção do sistema proporcional, com cláusula de barreiras' Foto (Roque de Sá/Agência Senado)

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), criticou a sugestão de mudança do sistema eleitoral vigente, o proporcional para o “Distritão”. De acordo com o parlamentar, não é razoável mudar o sistema eleitoral de 2017. “Temos criatividade legislativa no Brasil de tentar mudar as regras com a bola rolando”, ironizou em entrevista à GloboNews nesta sexta-feira (6).

Pacheco declarou que, para se ter um sistema eleitoral mais eficiente no país, é preciso reduzir o número de partidos políticos, e dar condições igualitárias de disputa a todos. “No Senado há tendência à manutenção do sistema proporcional, com cláusula de barreiras”, afirmou.

No modelo “Distritão”, que já foi rejeitado duas vezes pela Câmara dos Deputados, os candidatos disputam votos em todo o estado, que passam a ser considerados distritos, com a mesma quantidade de vagas no parlamento atual. No caso de São Paulo, seriam eleitos apenas os 70 mais votados da lista final para a Câmara, desprezando-se os votos recebidos pelos demais.

A tendência é que a campanha para deputado seja semelhante a uma eleição majoritária, como a de governadores, prefeitos, senadores e presidente.

No sistema proporcional, usado atualmente, o eleitor pode votar tanto em partidos quanto em candidatos. A Justiça Eleitoral calcula o quociente eleitoral, levando em conta somente os votos válidos e a quantidade de cadeiras em disputa em cada Estado. A partir desse quociente é feita a definição do número de vagas a que cada coligação ou partido isoladamente terá direito. Elas são ocupadas pelos mais bem votados das listas.

Políticos contrários à ideia afirmam que o “Distritão” encarece o custo do pleito, pois o candidato faria campanha no estado inteiro. Também argumentam que reduz a alternância de poder e atrapalha a renovação, pois a tendência é os partidos lançarem como candidatos apenas os que já têm "recall" e demonstram capacidade de atingir votação para ganhar a eleição em cada distrito. Os que possuem mandato atualmente sairiam beneficiados por tradicionalmente terem acesso a mais recursos para bancar as despesas.


Agência Estado



Comentários
Newsletter

Você quer receber notícias do domtotal em seu e-mail ou WhatsApp?

* Escolha qual editoria você deseja receber newsletter.

DomTotal é mantido pela EMGE - Escola de Engenharia e Dom Helder - Escola de Direito.

Engenharia Cívil, Ciência da Computação, Direito (Graduação, Mestrado e Doutorado).

Saiba mais!



Outras Notícias

Não há outras notícias com as tags relacionadas.