Esporte Olimpíadas

08/08/2021 | domtotal.com

Brasil encerra Jogos Olímpicos com seu melhor desempenho na história

A delegação brasileira deixa a capital do Japão com sete medalhas de ouro, seis de prata e oito de bronze, superando a marca histórica de 19 pódios alcançada na Rio 2016

Rebeca Andrade e a medalha de ouro conquistada na prova de salto da ginástica artística no Jogos de Tóquio
Rebeca Andrade e a medalha de ouro conquistada na prova de salto da ginástica artística no Jogos de Tóquio Foto (Loic VENANCE/AFP)

O Brasil, atual potência olímpica da América Latina, encerrou neste domingo sua participação nos Jogos de Tóquio 2020 com um total de 21 medalhas, sete de ouro, o recorde do país.

A delegação brasileira (301 atletas de 35 modalidades) deixa a capital do Japão com sete medalhas de ouro, seis de prata e oito de bronze, superando a marca histórica de 19 pódios (7-6-6) alcançada quando foi a sede dos Jogos Rio 2016.

Com o desempenho, o Brasil terminou o quadro de medalhas na 12ª posição, uma colocação acima do resultado das Olimpíadas no Rio de Janeiro.

No último dia de competições, o país conquistou mais duas medalhas de prata: a boxeadora Beatriz Ferreira perdeu a final do peso leve (57-60 kg) para a irlandesa Kellie Anne Harrington e a seleção feminina de vôlei foi derrotada na disputa de ouro pelos Estados Unidos (3-0).

O sábado, no entanto, marcou o melhor dia do Brasil na história das Olimpíadas, quando o país conquistou três medalhas de ouro: a seleção masculina de futebol venceu a Espanha na final por 2 a 1 e faturou o bi olímpico, o boxeador Hebert Conceição conquistou o título do peso médio (69-75 kg) com um nocaute incrível sobre o ucraniano Oleksandr Khyzhniak e com o triunfo do canoísta Isaquias Queiroz na prova C1 1 mil metros.

O 12º lugar no quadro de medalhas deixa o Brasil na liderança entre os países da América Latina pela segunda Olimpíada consecutiva.

O Brasil conseguiu aproveitar a entrada de novas modalidades como o skate (três medalhas de prata) e surfe (uma medalha de ouro). Também registrou um avanço no desempenho das mulheres, responsáveis por nove medalhas em Tóquio 2020, contra cinco pódios nos Jogos Rio 2016.

E o país conseguiu seu melhor resultado nos Jogos Olímpicos mesmo com alguns resultados que ficaram abaixo do esperado, casos do surfista Gabriel Medina, das equipes de vôlei de praia e da seleção de vôlei masculino.

Agora o desafio é manter o ritmo para os Jogos de Paris 2024.

Lista de medalhas do Brasil nos Jogos de Tóquio:

Ouro

Boxe: Hebert Conceição (Peso Médio, até 75 kg)

Canoagem: Isaquias Queiroz (C1 1 mil metros)

Futebol: Seleção masculina

Ginástica Artística: Rebeca Andrade (Salto)

Maratona Aquática: Ana Marcela Cunha

Surfe: Ítalo Ferreira

Vela: Martine Grael e Kahena Kunze (classe 49erFX)

Prata

Boxe: Beatriz Ferreira (Peso Leve, 57kg-60kg)

Ginástica Artística: Rebeca Andrade (Individual Geral)

Skate: Pedro Barros (Park)

Skate: Kelvin Hoefler (Street)

Skate: Rayssa Leal (Street)

Vôlei: Seleção feminina

Bronze

Atletismo: Alison dos Santos (400 metros com barreiras)

Atletismo: Thiago Braz (Salto com vara)

Boxe: Abner Teixeira (Peso Pesado, até 91 kg)

Judô: Daniel Cargnin (Categoria até 66 kg)

Judô: Mayra Aguiar (Categoria até 78 kg)

Natação: Bruno Fratus (50 metros livre)

Natação: Fernando Schffer (200 metros livre)

Tênis: Laura Pigossi e Luísa Stefani (Duplas).

Encerramento

Após 16 dias de competições, Tóquio encerrou seus Jogos Olímpicos neste domingo (8) e passou o bastão para Paris, sede de 2024, com a esperança de uma situação sanitária melhor do que a atualmente provocada pela pandemia de Covid-19.

"E agora, devo encerrar esta complexa viagem olímpica a Tóquio. Declaro encerrados os Jogos da 32ª Olimpíada", declarou Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), que também falou sobre a mensagem de "esperança" transmitida pelo evento.

"Conseguimos juntos", assegurou Bach em seu discurso sobre um evento que durante meses esteve em risco diante da situação sanitária internacional e que precisou ser adiado de 2020 para 2021.

Momentos depois dos discursos das autoridades e das palavras de Bach, a pira, acesa no dia 23 de julho pela tenista Naomi Osaka, apagou o fogo olímpico, enquanto uma mensagem de "Arigato" (Obrigado, em japonês) podia ser lida no placar.

Os fogos de artifício, como num fim de festa, colocaram o ponto final dos Jogos Olímpicos mais atípicos da história.

A cerimônia teve mais um dos momentos tradicionais de cada despedida olímpica, o da transferência da bandeira de cinco anéis, que a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, entregou à prefeita de Paris, Anne Hidalgo.

A capital francesa exibiu um vídeo de apresentação com foco no turismo e mostrando alguns dos seus locais mais emblemáticos, incluindo a Torre Eiffel, onde, neste domingo, foi organizada uma festa com atletas e torcedores, com conexão ao vivo.

EUA vence no quadro de medalhas

Antes da cerimônia que encerrou os Jogos de 2020, as últimas competições esportivas foram disputadas neste domingo e os Estados Unidos, que haviam começado o dia atrás no quadro de medalhas, acabaram se impondo sobre a China.

A delegação americana terminou com 39 ouros, 41 pratas e 33 bronzes, totalizando 113 medalhas, enquanto a China ficou com um título olímpico a menos, permanecendo em segundo lugar no quadro de medalhas com 38 ouros, 32 pratas e 18 bronzes, totalizando 88 medalhas.

Os Estados Unidos confirmaram, assim, seu reinado como primeira potência olímpica e a China continuará com Pequim-2008 como a única edição em que liderou o quadro de medalhas.

O último dia de Tóquio 2020 não começou sua competição esportiva na capital japonesa, mas sim em Sapporo, onde a maratona foi realocada.

Lá, na prova masculina, o queniano Eliud Kipchoge, atual recordista mundial, revalidou seu ouro olímpico ao vencer com o tempo de duas horas, oito minutos e 38 segundos.

"Isso significa muito para mim, especialmente neste momento. O ano passado foi muito difícil porque (as Olimpíadas) foram adiadas. Estou feliz que essa corrida tenha sido possível. É um sinal que mostra ao mundo que estamos indo na direção certa, para uma vida normal", comentou a estrela queniana, que recebeu seu ouro na cerimônia de encerramento em Tóquio.

O restante do dia teve as conquistas dos Estados Unidos na categoria feminina tanto no basquete, pelos sétimos jogos consecutivos, quanto no vôlei, pela primeira vez em sua história, contra o Brasil.

O último dos 339 títulos conquistados nesses Jogos foi pela seleção masculina de polo aquático da Sérvia.

0,02% positivos

Quase todas as competições de Tóquio 2020 tiveram em comum um aspecto impensável em outros Jogos: o silêncio das arquibancadas, privadas de espectadores pela pandemia de Covid-19.

O Japão vai acordar na segunda-feira após ter virado a página dos considerados 'Jogos da Pandemia', um evento impopular entre a população local e para o qual visitantes estrangeiros foram impedidos de entrar, com exceção de 68.000 pessoas entre os competidores, delegações, árbitros, autoridades ou jornalistas.

Os protocolos e restrições fizeram com que o número de infecções fosse muito baixo, com apenas 0,02% de casos positivos todos os dias na chamada 'bolha olímpica'.

Na Vila Olímpica, onde os atletas viveram, não houve grande foco de contágio, evitando o que era um dos maiores temores.

Junto com o coronavírus, outra questão de saúde, no caso mental, centrou o debate durante a quinzena olímpica, com a ginasta Simone Biles admitindo seus problemas de perda de confiança diante do estresse e da pressão, o que a fez perder referências no ar.

Só a evolução da pandemia nos permitirá saber se os próximos Jogos Olímpicos de Verão, em 2024, poderão ser disputados no tradicional modelo de festa popular.

Os Jogos de Tóquio 2020 já fazem parte da história. Paris-2024 se prepara para sua contagem regressiva.


Afp/Dom Total



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