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12/08/2021 | domtotal.com

ONG de direitos humanos denuncia grupos palestinos de Gaza de 'crimes de guerra'

Human Rights Watch diz que Israel e Hamas devem responder na Corte de Haia

Foguetes disparados pelo Hamas contra Israel cruzam o céu de Gaza, durante conflito em maio deste ano
Foguetes disparados pelo Hamas contra Israel cruzam o céu de Gaza, durante conflito em maio deste ano (Mohamed Abed/AFP)

A ONG Human Rights Watch (HRW) acusou os grupos armados palestinos da Faixa de Gaza que dispararam foguetes na direção de áreas residenciais israelenses em maio deste ano de cometer "crimes de guerra". 

De 10 a 21 de maio, durante os confrontos entre Israel e grupos armados na Faixa, liderada pelo movimento islâmico Hamas, 260 palestinos - civis em sua maioria - foram mortos em bombardeios israelenses. Além disso, os projéteis lançados de Gaza mataram 13 pessoas em Israel, incluindo um soldado, segundo a polícia e o Exército.

"Os foguetes e os obuses disparados pelos grupos armados palestinos não têm qualquer sistema de orientação, o que os torna muito imprecisos", afirmou a HRW, explicando que estes projéteis também causaram um "número indeterminado" de vítimas, ao caírem em Gaza. "Disparar estes foguetes para atacar zonas civis é um crime de guerra", disse esta organização de defesa dos direitos humanos, em um comunicado.

O Hamas criticou a declaração e considerou que "os verdadeiros crimes foram cometidos pela ocupação (israelense), que teve civis como alvo durante sua última ofensiva contra Gaza".

"O principal problema continua sendo a ocupação e o bloqueio imposto ao nosso povo e o fato de que os direitos fundamentais não estejam sendo reconhecidos", disse o porta-voz do movimento islâmico, Hazem Qassem, referindo-se ao bloqueio imposto por Israel a este enclave palestino de 2 milhões de habitantes há quase 15 anos.

Para o diretor da HRW para o Oriente Médio e o Norte da África, Eric Goldstein, "o fracasso das autoridades do Hamas e do governo israelense na hora de considerar suas Forças Armadas, ou movimentos, responsáveis por supostos crimes de guerra mostra a importância do papel do Tribunal Penal Internacional (TPI)".

No início do ano, este tribunal com sede em Haia anunciou a abertura de uma investigação sobre supostos crimes de guerra cometidos nos territórios palestinos desde 2014. A decisão foi criticada por Israel, mas celebrada pelos palestinos. No final de julho, a HRW acusou tanto o Hamas quanto Israel de "supostos crimes de guerra". 

Em resposta, o movimento palestino disse ter-se esforçado para "evitar que civis fossem alvo" de seus ataques, enquanto representantes da diplomacia israelense descreveram os especialistas da ONG como "propagandistas que se fazem passar por defensores dos direitos humanos".

Desde 21 de maio, está em vigor um precário cessar-fogo entre os grupos armados de Gaza e Israel.


AFP/Dom Total



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