Brasil Política

13/08/2021 | domtotal.com

Bolsonaro sugere 'tratamento complementar' pra Covid e reafirma fraude nas urnas

Em sua live semanal, presidente voltou a lançar dúvidas sobre a eficácia de vacinas e promover tratamentos sem eficácia comprovada

'Não tenho provas, mas alguma coisa aconteceu. Estava tudo na mão do TSE', disse o presidente durante sua live semanal
'Não tenho provas, mas alguma coisa aconteceu. Estava tudo na mão do TSE', disse o presidente durante sua live semanal Foto (Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) rebateu a intenção manifestada por membros da cúpula da CPI da Covid no Senado para indiciá-lo por "charlatanismo" e "curandeirismo" no combate à Covid-19, em especial, pela promoção de tratamentos sem eficácia comprovada. Nessa quinta-feira (12), durante transmissão semanal ao vivo, o presidente voltou a lançar dúvidas sobre a eficácia de vacinas e promover tratamentos que não têm comprovação contra o novo coronavírus.

"Se você já tomou as duas doses, estiver sentindo sintomas e, porventura, tiver sido reinfectado, procure um médico. Veja o que ele vai te receitar", afirmou o presidente. "Procure fazer um tratamento complementar, mesmo vacinado. Muitas pessoas têm perdido a vida por Covid mesmo após a segunda dose. Procure um médico", emendou.

Bolsonaro também afirmou aos que assistiam a transmissão para que "não entrem nessa" de pensar que ele é curandeiro ou charlatão, conforme intenção dos senadores da CPI. Na quarta-feira (11), os parlamentares do colegiado discutiram a questão e decidiram que a acusação deve fazer parte do relatório final da CPI, a ser apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Segundo os senadores, Bolsonaro foi o principal propagador do uso de medicamentos como a ivermectina e a hidroxicloroquina durante a pandemia, disseminando informações falsas para a população e podendo ter levado pessoas à morte.

'Ganhou mas não levou, é regra do jogo'

Em sua live, Bolsonaro disse ainda que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso, de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), "ganhou, mas não levou". A matéria não obteve a aprovação de dois terços dos parlamentares da Câmara, condição necessária para promover alteração no texto constitucional.

"Entre os votantes, praticamente metade foi a favor e metade foi contra", disse o presidente, que tem insistido em discurso segundo o qual o resultado confirma a desconfiança de parcela da população ao sistema eleitoral vigente.

Ele também voltou a afirmar que há fraudes recorrentes nas urnas eletrônicas, apesar de admitir que não tem provas. "Não tenho provas, mas alguma coisa aconteceu. Estava tudo na mão do TSE", disse. Com base na invasão de um hacker ao TSE que não resultou em irregularidades, afirmou que o objetivo do ataque virtual era retirar 12 milhões de seus votos. "Não sei se isso é verdade, mas a história que estamos apurando é essa".

Bolsonaro aventou, sem qualquer evidência, a possibilidade de a invasão ter sido financiada por seus opositores, que teriam "dado calote" nos hackers. Como resposta, os invasores teriam denunciado o crime. O presidente voltou a dizer que as eleições de 2022 estão sob suspeição. "O que o presidente do TSE está fazendo para acabar com essa dúvida? O hacker estava lá dentro, talvez até com a conivência daquela cúpula minúscula do TSE".

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O presidente cobrou do TSE providências sobre o hacker, apesar de investigações terem concluído que não houve qualquer prejuízo à lisura das eleições. "Será que não sabiam de nada? Quem é que estava fazendo esse trabalho lá dentro? Ele não é um hacker turista", questionou.

Ao se queixar das investigações das quais é alvo e das sanções penais a que está sujeito a partir da inclusão de seus atos em processos criminais, Bolsonaro justificou a divulgação do inquérito sigiloso da Polícia Federal sobre possíveis fraudes em urnas eletrônicas. "Se interessa para todos nós, tem que ser público. Ou não tem que ser público? Ia ficar escondido até quando?", perguntou.

'Querem que eu faça milagre?'

O presidente Jair Bolsonaro disse que tem conversado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para tomar providências contra o aumento da inflação. "Querem que eu faça milagre?", questionou durante sua transmissão semanal pela internet.

Ele disse que uma das "providências" contra a inflação é o aumento da Taxa Básica de Juros (Selic), atualmente em 5,25% ao ano. A taxa Selic foi elevada na última reunião do Copom em um ponto porcentual, o quarto aumento consecutivo dos juros. "Nós combatemos a inflação com mais produção, não tem outro caminho", completou.

Ele voltou a descartar a possibilidade de promover congelamento de preços ou restrição às importações e atribuiu a pressão inflacionária às repercussões econômicas da pandemia do novo coronavírus. "Muita gente ficou em casa, passou a produzir menos menos oferta de produtos, aumento da inflação", argumentou.

O presidente voltou a cobrar a redução das alíquotas do ICMS por parte dos governos dos estados, aos quais atribuiu a culpa pelo novo aumento do preço da gasolina após reajuste da Petrobras do preço médio de R$ 2,69 para R$ 2,78 o litro. "Poderia baixar a gasolina hoje, só na questão do ICMS, em média R$ 1,20", afirmou.


Agência Estado/Dom Total



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