Brasil Política

12/09/2021 | domtotal.com

Atos pelo impeachment de Bolsonaro reúnem milhares de brasileiros em 15 capitais

Movimento leva vários presidenciáveis aos protestos deste domingo (12)

Avenida Paulista reuniu multidão neste domingo
Avenida Paulista reuniu multidão neste domingo (Taba Benedicto/Estadão)

Manifestações convocadas pelos grupos de centro-direita Movimento Brasil Livre (MBL), Vem Pra Rua e Livres ocorrem neste domingo (12) em ao menos 15 capitais brasileiras. Este será o primeiro evento em defesa do impeachment do presidente Jair Bolsonaro encabeçado por tais movimentos suprapartidários, que ganharam projeção durante a campanha pelo impedimento de Dilma Rousseff (PT) em 2016.

Seis capitais registraram atos pela manhã, mas todos com baixa adesão. Belo Horizonte e Rio reuniram os maiores contingentes até agora. Ao ir às ruas hoje, os grupos buscam criar uma alternativa no movimento pró-impeachment de Bolsonaro ao protagonismo da esquerda - os principais partidos e entidades do setor, como o PT e o PSOL, não aderiram formalmente à ação deste domingo, mesmo depois de os organizadores abandonarem o lema “Nem Bolsonaro, nem Lula”. Centrais sindicais e o PDT de São Paulo, no entanto, anunciaram apoio às manifestações. Os protestos também pretendem ser uma resposta à presença em peso da base bolsonarista no último dia 7 de setembro.

O presidenciável Ciro Gomes discursou durante ato na Avenida Paulista. "Nós somos diferentes, temos caminhadas diferentes, temos olhar sobre o futuro do Brasil diferentes", disse. "Mas o que nos reúne é o que deve unir toda sociedade civicamente sadia, é a ameaça da morte da democracia e do poder da nação brasileira."

“Assumo qualquer risco e qualquer contradição para defender o povo brasileiro”, afirmou. A presença de nomes e siglas de esquerda nos atos de hoje chegou a ser criticada por setores pelo fato de as manifestações terem sido convocadas e organizadas por movimentos da direita e apresentarem por vezes ditados de "nem Lula, nem Bolsonaro".

O governador João Doria (PSDB) defendeu a formação de uma grande frente democrática contra Bolsonaro que inclua também o PT. "Temos que estar juntos e formar uma grande frente democrática", disse o tucano.

Questionado se subiria no mesmo palanque que os petistas, o Doria respondeu: "Não tenho dúvida disso. É uma evolução. Não é algo feito com ansiedade. Esse é o primeiro movimento a partir da liberação da quarentena (em São Paulo)".

No último dia 7, o governador declarou-se a favor do impeachment do presidente Bolsonaro, no mesmo dia em que manifestações pró-governo federal aconteceram em todo o País. Doria voltou a defender a causa hoje: "Se Bolsonaro não receber o impeachment, ele receberá o impedimento pelo voto", disse.

Apesar de almejarem o título de "apartidários", os atos deste domingo também devem funcionar como um termômetro para presidenciáveis que disputam a vaga da chamada "terceira via" nas eleições de 2022. A manifestação na Avenida Paulista, que começou às 14h, teve uma reunião de concorrentes ao Executivo, como os ex-ministros Ciro Gomes (PDT), Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Alessandro Vieira (Cidadania).


Agência Estado/DomTotal



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