Direito

13/09/2021 | domtotal.com

'Só respondo questões institucionais. O resto é política e não me interessa'

Presidente do TSE participou de evento para realização de testes de integridade das eleições suplementares dos municípios fluminenses de Silva Jardim e Santa Maria Madalena

Coletiva de imprensa com o ministro Luís Roberto Barroso
Coletiva de imprensa com o ministro Luís Roberto Barroso (Antonio Augusto - Secom TSE / Fotos Públicas)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, se negou a comentar os recorrentes ataques feitos a ele e ao uso das urnas eletrônicas nas eleições pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. "Só respondo questões institucionais. As pessoais trato com a indiferença que merece. O resto é política e não me interessa", disse Barroso, em coletiva de imprensa, após a realização de testes de integridade das eleições suplementares dos municípios fluminenses de Silva Jardim e Santa Maria Madalena.

O procedimento é feito pela Justiça Eleitoral desde 2002 e consiste na realização de uma votação paralela ao pleito oficial para comprovar que o voto digitado na urna é exatamente o voto que será contabilizado.

Pela primeira vez, no Estado do Rio, o teste foi divulgado em tempo real, pela página do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) no YouTube. Há um esforço maior, dessa vez, por parte do TSE em demonstrar a idoneidade do processo eleitoral eletrônico, em razão das acusações de Bolsonaro de que o sistema abre brechas a fraudes.

"Criou-se um grau de desconfiança por parte de uma minoria da sociedade. Criamos comissão de transparência das eleições para desfazer dúvidas que possam existir", disse Barroso, acrescentando, em seguida, que, desde a adoção das urnas eletrônicas, o resultado das eleições "espelha a vontade popular".

Barroso ainda pediu que representantes dos partidos políticos acompanhem, com um ano de antecedência, a preparação do TSE para as votações. Segundo o ministro, esse acompanhamento nunca aconteceu porque os partidos sempre confiaram no processo. "Não temos nada a esconder. Pelo contrário. Queremos mostrar à sociedade brasileira a segurança e transparência (do processo)", complementou.


Agência Estado/Agência Brasil/Dom Total



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