Brasil Política

14/09/2021 | domtotal.com

Empresário e suposto dono da FIB Bank, Marcos Tolentino depõe na CPI da Covid

Tolentino deveria ser ouvido pela comissão no começo de setembro, mas informou que havia sido internado no Hospital Sírio-Libanês com 'formigamento no corpo', e não compareceu

Depoimento de Marcos Tolentino da Silva, dono da Rede Brasil de Televisão e suspeito de ser sócio oculto da empresa FIB Bank
Depoimento de Marcos Tolentino da Silva, dono da Rede Brasil de Televisão e suspeito de ser sócio oculto da empresa FIB Bank (Pedro França/Agência Senado)

O advogado e empresário Marcos Tolentino da Silva chegou na manhã desta terça-feira (14) ao Senado para prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. Após Tolentino não comparecer à sua primeira oitiva, o colegiado já estava munido de um mandato de condução coercitiva para obrigá-lo a depor.

Tolentino deveria ser ouvido pela comissão no começo de setembro. No entanto, o empresário informou que havia sido internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com "formigamento no corpo", e não compareceu.

Marcos Tolentino veio ao Senado acompanhado por médico. Questionado por Omar Aziz (PSD-AM), ele confirmou que compareceu à CPI na reunião em que o colegiado ouviu o deputado Ricardo Barros. Tolentino fez o juramento se comprometendo a dizer a verdade quanto aos fatos de que tem conhecimento.

Acompanhe a sessão

Indiciamentos e relatório final

O vice-presidente da CPI informou os jornalistas sobre pessoas que devem ser indiciadas pela comissão, como o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR). Randolfe Rodrigues (Rede-AP) falou também sobre pessoas que ainda podem ser ouvidas pela comissão, como o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Élcio Franco.

Em conversa com a imprensa, o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), falou sobre informações já apuradas e como devem ser incluídas no seu relatório final. Ele anunciou que deve apresentar seu relatório entre 23 e 24 de setembro. Ele também revelou que a comissão fará uma homenagem às vítimas da Covid-19. 

Depoimento de Marconny Faria

Nesta quarta-feira, a CPI da Pandemia ouvirá o advogado Marconny Albernaz de Faria, suspeito de ter atuado como lobista da Precisa Medicamentos na tentativa de venda da vacina Coxavin para o Ministério da Saúde.

Marconny deveria ter sido ouvido pela CPI em 2 de setembro, mas apresentou um atestado médico alegando dores na região pélvica e não compareceu à audiência. O atestado acabou sendo anulado pelo próprio médico que o concedeu.

O advogado também havia recorrido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para não depor, mas o pedido foi negado. Caso não compareça à sessão sem justificar a ausência, ele poderá ser conduzido coercitivamente à CPI.

O requerimento para ouvir Marconny foi apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues.


Agência Estado/Agência Estado/Dom Total



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