Economia

12/10/2021 | domtotal.com

Preços mundiais dos alimentos voltaram a subir em setembro, afirma FAO

Indicador que mede a variação mensal dos preços internacionais da cesta básica continua se aproximando de seu nível máximo

Um fazendeiro ara campo de trigo no interior da cidade de Qamishli, no nordeste da Síria, em 18 de setembro de 2021
Um fazendeiro ara campo de trigo no interior da cidade de Qamishli, no nordeste da Síria, em 18 de setembro de 2021 (Delil SOULEIMAN/AFP)

Os preços mundiais dos alimentos voltaram a subir em setembro, "devido à restrição da oferta e à forte demanda" por alimentos básicos, como trigo e óleo de palma - anunciou a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Agricultura (FAO), na última quinta-feira (7).

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO aumentou 1,2% em relação a agosto, chegando a 130 pontos, e 32,8%, em um ano.

O indicador, que mede a variação mensal dos preços internacionais da cesta básica, continua se aproximando de seu nível máximo (137,6 pontos), registrado em fevereiro de 2011.

Em setembro, o preço global dos cereais aumentou 2% em comparação com o mês anterior. O preço mundial do trigo, por exemplo, subiu 4% em um mês, e 41%, em um ano. O preço do arroz também aumentou. No caso do milho, o aumento foi moderado, de 0,3% em um mês (+38% em um ano).

"A melhora das perspectivas das safras mundiais e o início das colheitas americana e ucraniana compensaram, amplamente, o impacto das perturbações portuárias relacionadas aos furacões nos Estados Unidos", explicou a FAO.

"Entre os cereais, o trigo estará no centro das atenções nas próximas semanas, já que a demanda deve ser posta à prova ante o rápido aumento dos preços", afirma o economista-chefe da FAO, Abdolreza Abbassian, citado no comunicado.

A FAO prevê uma produção de cereais sem precedentes em 2021, mas sempre inferior às necessidades de consumo.

Em relação aos óleos vegetais, o preço mundial aumentou 1,7% em um mês (+60% em um ano). O óleo de palma alcançou "um teto em dez anos, devido à forte demanda mundial e à escassez de mão de obra migrante que afeta a produção na Malásia", completou a organização.


AFP



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