Brasil Política

26/10/2021 | domtotal.com

Senadores fazem considerações finais sobre relatório da CPI

Relator retira nome do senador Luis Carlos Heinze da lista dos indiciados

O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues, fez um contundente discurso final
O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues, fez um contundente discurso final (Ag.Senado)

Depois da discussão da ordem do dia sobre o relatório final da CPI da Covid, os senadores fizeram uma pausa de 40 minutos, antes de retomar as considerações finais para a votação. No retorno, o relator Renan Calheiros (MDB-AL), apedido do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), retirou o nome do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) da lista de indiciados do relatório final da comissão.

A inclusão de Heinze foi feita no início do dia a pedido do próprio Alessandro, por ele entender que o colega disseminou fake news em reuniões da CPI. Entretanto, ao pedir a retirada, Alessandro aceitou que a imunidade parlamentar protege Heinze. "Não se gasta vela boa com defunto ruim. Essa CPI prestou um serviço para este Brasil muitíssimo relevante, e eu não posso, a esta altura, colocar em risco nenhum pedaço desse serviço por conta de mais um parlamentar irresponsável", declarou Alessandro.

Ainda entra as considerações finais, a senadora Zenaide Maia (Pros-RN) disse que agora caberá à Justiça decidir o encaminhamento do que foi apurado e evidenciado durante os quase seis meses de atuação da CPI. No entanto, ela também afirmou que não há "como não punir" o presidente Jair Bolsonaro e seus colaboradores pela "política da morte" que, segundo a senadora, eles conduziram durante a pandemia.

Entre as razões para essa punição, Zenaide citou a negação de campanhas educativas sobre o enfrentamento à Covid-19; a insistência na defesa da imunização de rebanho (sem vacinação); o atraso no processo de compra das vacinas; e os indícios de corrupção para aquisição de imunizantes. Ela também lembrou da defesa do uso de medicamentos sem comprovação científica contra a Covid-19 e o veto à lei que garantia água potável e respiradores aos povos indígenas.

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O senador Jean Paul Prates (PT-RN) disse que a CPI foi a mais importante da história, avaliando que o colegiado trabalhou com a "boa-fé" da defesa do que é melhor para os brasileiros. Para ele, o relatório responde por que o Brasil apresenta 4,5 vezes mais mortes por covid que a média mundial. "O diferencial do Brasil para esta marca terrível e vergonhosa foi a gestão da pandemia."

Jean Paul classificou o presidente Jair Bolsonaro como "líder consciente" do processo criminoso e cobrou a criminalização exemplar dos indiciados pela CPI. Avaliando que "o governo acabou", o senador também questionou as condições morais de Bolsonaro para promover reformas estruturantes até o fim de seu mandato.

Simone Tebet (MDB-MS), líder da bancada feminina no Senado, declarou que a conduta do governo federal foi "errática e criminosa" durante a pandemia. Ela também criticou o desestímulo dopresidente às medidas não farmacológicas - como o distanciamento social, o uso de álcool em gel e o uso de máscara. Para Simone, a "CPI foi um documentário, não baseado em fatos reais, mas sobre fatos reais, em tempo real. A comissão descortinou essa triste realidade". " A CPI faz ecoar o grito ensurdecedor de milhares de familiares que choram até hoje as mortes de seus entes queridos", declarou.


Agência Senado/Agência Estado/Dom Total



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