Cultura

27/10/2021 | domtotal.com

Favelas e periferias de BH entram na programação do Circuito Municipal de Cultura

'2ª mostra periferia cinema do mundo' reúne 28 filmes, entre curtas, longas e média-metragens, e duas mesas de debate, entre os dias três e 28 de novembro

'2ª mostra periferia cinema do mundo' vai reunir 28 filmes e duas mesas de debate
'2ª mostra periferia cinema do mundo' vai reunir 28 filmes e duas mesas de debate (Divulgação/PBH)

O cinema realizado fora dos grandes centros e das grandes produções comerciais ganha visibilidade na 2ª mostra periferia cinema do mundo, que reúne 28 filmes, entre curtas, longas e média-metragens, e duas mesas de debate, entre os dias três e 28 de novembro. A ação é uma parceria do Circuito Municipal de Cultura com o Cine Santa Tereza. O Circuito é  realizado pela Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Centro de Intercâmbio e Referência Cultural (CIRC).

A mostra apresenta um panorama da produção audiovisual das favelas e periferias de Belo Horizonte e Região Metropolitana, no qual constam títulos em sua maioria inéditos que foram produzidos durante a pandemia.

A produtora mineira Filmes de Plástico, hoje reconhecida mundialmente, abre a mostra com os curtas-metragens Rua Ataléia, Pai, Movimento e Incluindo Deus. A sessão reúne as quatro produções que nunca foram exibidas juntas, criando um panorama recente dos trabalhos dos diretores André Novais Oliveira, Gabriel Martins e Maurílio Martins.

Segundo André Novais, que apresenta as obras Pai e Rua Ataléia, os curtas sempre fizeram parte da trajetória da Filmes de Plástico, sendo um formato experimentado pelos criadores em mais de 15 produções. Nesses dois trabalhos, o diretor lança um olhar para seu ambiente familiar e cotidiano.

Rua Ataléia nasceu de um material filmado há mais de 10 anos. “Eu filmei minha família há mais de uma década, antes do Ela volta na quinta. E, com a morte da minha mãe, há três anos, achei importante revisitar esse material e montar esse registro, até para ser mais um filme com minha mãe no elenco”, conta. O mote íntimo e familiar segue em Pai, segundo o cineasta, “uma maneira de entender essa relação pai e filho”, já que Novais voltou a morar com o pai, em Belo Horizonte, durante o período pandêmico.

A programação segue com o cinema produzido no Aglomerado da Serra com as estreias do documentário Matriarcas da Serra e o média-metragem de ficção científica Abdução. A mostra também confirma a singular filmografia feminina com as produções recentes das cineastas Karen Suzane, Gabriela Matos, Labibe Araújo, Simone Moura, Denise dos Santos e Dea Vieira. E traz ainda o premiado Sete anos em maio, de Affonso Uchoa, entre outras produções. Todos os filmes terão exibição gratuita no Cine Santa Tereza.

A mostra prevê ainda a realização de duas mesas de debate com os realizadores, que podem ser acompanhadas no YouTube da Fundação Municipal de Cultura e no site do Circuito. No dia três de novembro, às 20h, acontece o debate Das quebradas para as telas: a produção audiovisual nas comunidades de Belo Horizonte, com os artistas audiovisuais Marcelo Lin, Gabriela Matos, Dea Vieira e o mediador Cristiano Rato. No dia 10 será a vez de debater o tema Imagens e aquilombamento: formas de resistência no cinema dos quilombos e região metropolitana de BH, com Danilo Candombe, Cidão, Karen Suzane e a mediadora Juhlia Santos.

Durante todo o período da mostra fica em cartaz, no Cine Santa Tereza, a exposição de fotografia Protoestrelas, do artista Matheus Andres. A exposição objetiva identificar como podemos nos apropriar da tecnologia na produção criativa e como ela se faz presente nas nossas vidas, além de valorizar os artistas da periferia e entender como utilizam a linguagem tecnológica para execução de suas realizações artísticas.

Intervenções nos muros de BH

Entre os dias 1º e seis de novembro, três intervenções de arte urbana começam a ocupar os muros da cidade. No Centro Cultural Vila Marçola, no bairro Serra, o artista visual Hely Costa, criador do projeto Arte Favela , realiza o Tribus, projeto de graffiti inspirado na memória da cultura negra, cuja ideia é dialogar com as comunidades de vilas e favelas por meio das artes visuais, enaltecendo a importância da cultura e histórias contadas por pessoas comuns.

Em outro ponto de Belo Horizonte,  no muro do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Granja de Freitas, os artistas  Gabriel Skap e Owizard realizam o projeto de graffiti Re-enCORtrar, que busca proporcionar o reencontro de jovens que já tiveram contato com o grafite em oficinas do programa Escola Integrada e vai ao encontro de uma reivindicação da população do território.

Ainda no campo das artes urbanas, a artista Anna Göbel e três artistas locais realizarão a pintura de um painel próximo ao Centro Cultural Zilah Spósito, retratando pessoas que tiveram importância comunitária e histórica para os moradores do território. A ação faz parte do projeto do Centro Cultural Zilah Spósito denominado Se essa rua fosse minha e compõe, também, a programação do Circuito.

A programação completa pode ser acessada neste link. Os ingressos, gratuitos, podem ser retirados no site do Disk Ingressos, link disponível noPortalda PBH e no link da bio do Instagram do Circuito Municipal de Cultura.


Prefeitura de Belo Horizonte



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