Economia

15/01/2022 | domtotal.com

Exportações da China crescem 29,9% em 2021, com superávit recorde

As exportações do gigante asiático se viram impulsionadas pela reabertura do comércio internacional e pela venda de produtos ligados ao combate à pandemia da covid-19

Centenas de contêineres se empilham na zona de carga e descarga do porto de Lianyungang, em 12 de outubro de 2022, no leste da China
Centenas de contêineres se empilham na zona de carga e descarga do porto de Lianyungang, em 12 de outubro de 2022, no leste da China Foto (AFP)

As exportações da China aumentaram 29,9% em 2021, na comparação com o ano anterior, e deixaram um superávit comercial recorde para a segunda maior economia do mundo - informam dados divulgados pela Alfândega chinesa nesta sexta-feira (14).

Depois dos frágeis +3,6% registrados em 2020, as exportações do gigante asiático se viram impulsionadas pela reabertura do comércio internacional e pela venda de produtos ligados ao combate à pandemia da covid-19, como as máscaras cirúrgicas.

Embora as importações também tenham crescido fortemente (+30,1% interanual), a balança comercial da China atingiu um saldo positivo recorde de US$ 676 bilhões.

As exportações também foram favorecidas por uma recuperação nas vendas de produtos mecânicos e eletrônicos, disse o porta-voz da agência aduaneira, Li Kuiwen.

Apesar de apresentar uma boa nota em um ano cheio de desafios, Li disse à imprensa que a economia "enfrenta uma tripla pressão pela contração da demanda, pelo choque de oferta e pelas expectativas de queda".

"Hoje, as exportações fortes podem ser o único motor de impulso da economia chinesa", estimou Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management.

Em dezembro, as exportações cresceram 20,9%, dentro dos prognósticos, mas as importações ficaram abaixo das expectativas (+19,5%), na comparação com o mesmo mês de 2020.

A esperança de um retorno à normalidade na frente epidêmica leva alguns economistas a prever uma queda nas exportações de produtos de saúde.

"As exportações robustas ainda devem durar alguns meses, mas vão, provavelmente, se desacelerar a partir do meio do ano", afirmou o analista Brian Coulton, da agência de classificação de risco Fitch.


AFP



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