Meio Ambiente

18/01/2022 | domtotal.com

Derramamento de óleo atribuído à erupção no Pacífico atinge áreas de proteção no Peru

Foram encontrados animais mortos cobertos de petróleo. Três praias e duas reservas naturais protegidas no Oceano Pacífico foram afetadas pelo vazamento

Vista aérea mostra trabalhadores com trajes especiais retirando petróleo das praias da província peruana de Callao, em 17 de janeiro de 2022
Vista aérea mostra trabalhadores com trajes especiais retirando petróleo das praias da província peruana de Callao, em 17 de janeiro de 2022 Foto (Cris BOURONCLE/AFP)

Uma mancha de petróleo de pelo menos 18.000 metros quadrados está cobrindo praias, áreas protegidas e fauna marinha na província de Callao, no Peru, após o derramamento atribuído às ondulações anômalas produzidas pela erupção vulcânica em Tonga, informou nesta terça-feira (18) o Ministério do Meio Ambiente.

"Conseguimos determinar que há 18.000 metros quadrados de praias afetadas pelo derramamento de hidrocarbonetos", disse a presidente do Órgão de Avaliação e Fiscalização Ambiental (OEFA, na sigla em espanhol) do Ministério do Meio Ambiente peruano, Miriam Alegría, à emissora de televisão ATV.

O vazamento ocorreu no sábado em uma operação da refinaria La Pampilla, que pertence à espanhola Repsol, durante o processo de descarregamento do navio-tanque "Mare Dorium", de bandeira italiana, supostamente devido à violência das ondulações.

"Os danos são bastante graves porque também estamos falando de áreas protegidas que estão sendo afetadas", acrescentou Miriam.

Segundo as autoridades, foram encontrados animais mortos cobertos de petróleo. Três praias foram afetadas pelo vazamento no distrito litorâneo de Ventanilla del Callao, e duas reservas naturais protegidas no Oceano Pacífico, de acordo com o OEFA.

O órgão assinalou que a refinaria havia reportado o derramamento de cerca de 25 litros de petróleo num espaço de apenas 2,5 metros quadrados. "Isso não se encaixa com o impacto causado nas praias de Ventanilla", ressaltou Miriam.

Ontem, o Ministério Público abriu uma investigação por crime de contaminação ambiental contra os representantes legais e funcionários da refinaria.

A Marinha peruana, por sua vez, confirmou que o navio de bandeira italiana permanecerá ancorado na baía do porto de Callao até o término das investigações.

"Está com impedimento de zarpar", disse à AFP o capitão do porto de Callao, Roberto Teixeira.

No sábado, a erupção vulcânica submarina no Pacífico levou pânico às ilhas do reino de Tonga, com um tsunami que provocou ondas de até 15 metros, segundo informou nesta terça-feira o governo tonganês.

A erupção foi ouvida até no Alasca, a cerca de 8 mil km de distância, provocando um tsunami que inundou áreas costeiras do Pacífico do Japão até os Estados Unidos, chegando também à América do Sul, onde duas mulheres morreram após serem arrastadas pelas ondas no litoral peruano.


AFP



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