Direito

26/01/2022 | domtotal.com

Itamaraty diz acompanhar com preocupação cenário em Burkina Faso

Governo brasileiro conclama forças políticas do país ao diálogo

Moradores de Burkina Faso com bandeira do país vão às ruas da capital Uagadugu para apoiar os militares
Moradores de Burkina Faso com bandeira do país vão às ruas da capital Uagadugu para apoiar os militares Foto (OLYMPIA DE MAISMONT / AFP)

O Ministério das Relações Exteriores informou hoje (26) que o governo brasileiro acompanha com preocupação a situação em Burkina Faso. Na última segunda-feira (24), o Exército do país anunciou que derrubou o presidente Roch Kaboré suspendeu a Constituição, dissolveu o governo e a Assembleia Nacional e fechou as fronteiras.

Por meio de nota, o Itamaraty destacou que o governo brasileiro conclama as forças políticas do país ao diálogo amplo, pacífico e democrático, "com vistas à rápida restauração da ordem constitucional".

"Apela também a que se garanta a integridade física do presidente Roch Marc Christian Kaboré e a segurança de todos os burkinabés", concluiu o comunicado.

Entenda

Assinado pelo tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba e lido por outro oficial na televisão estatal de Brukina Faso, o anúncio do Exército dizia que a tomada do poder foi realizada sem violência e que os detidos estavam em local seguro. A declaração foi feita em nome de uma entidade chamada Movimento Patriótico para Salvaguarda e Restauração (MPSR na sigla em francês).

Burkina Faso, um dos países mais pobres da África Ocidental, apesar de ser produtor de ouro, sofreu vários golpes desde a independência da França, em 1960.

União Europeia

Também hoje, a União Europeia (UE) condenou o golpe de Estado em Burkina Faso que, segundo o bloco, provocou "a queda de um presidente eleito" e pediu a volta imediata à ordem constitucional.

O alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, lamentou, em comunicado, a suspensão da Constituição e das instituições por membros das Forças Armadas e manifestou respeito pelas instituições republicanas.

"A UE faz um apelo à calma e à concórdia de todos os atores e pede a libertação imediata de todas as pessoas detidas ilegalmente, a começar pelo presidente Kaboré", afirmou.

ONU

Ontem (25), a alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu a "libertação imediata" do presidente de Burkina Faso.

"Pedimos aos militares que libertem imediatamente o presidente e outros funcionários que tenham sido detidos", disse Ravina Shamdasani, porta-voz do gabinete de Bachelet, em entrevista em Genebra.

Segundo ela, Bachelet lamenta a tomada do poder pelos militares e "apela ao rápido regresso à ordem constitucional".

*Com informações da Reuters e da RTP.


Agência Brasil



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