Brasil Política

31/01/2022 | domtotal.com

Um indivíduo multifacetado

Declaro, para os devidos e indevidos fins, que sou um sujeito de mil faces

Assim lá vou eu. Às vezes cheio de fé em Deus, às vezes sem fé nenhuma
Assim lá vou eu. Às vezes cheio de fé em Deus, às vezes sem fé nenhuma Foto (Pixabay)

Afonso Barroso*

Primeiro, digo que sou conservador. Sim, senhoras e senhores, faço questão de conservar meu bom humor, meu apreço aos amigos, meu amor à família, a Deus e ao próximo - que neste momento é você. Não conseguiria viver se abrisse mão desse conservadorismo. E tenho pena de quem não o conserve.

Sou da esquerda. Sim, é por onde sempre começo a escrever meus pensamentos, palavras e (pequenas) obras. Nessas horas, simplesmente ignoro a direita, que não tem qualquer utilidade no caso. Também quando leio sou esquerdocrata, pela mesma razão, ou seja: leio da esquerda para a direita, o que aliás é o que todo mundo faz.

Sou da direita. Ou melhor, do direito. Procuro sempre fazer direito as coisas. Costumo errar, é claro que sim, porque a isso tenho direito. Ninguém é infalível, afinal. Mas tem uma coisa: toda vez que erro, procuro endireitar.

Sou homo. Sim, ora pois, já que pertenço à categoria (inferior, diga-se, mas prevalente) do homo sapiens, embora reconhecendo a insipidez da minha pobre sapiência. Aqui é preciso lembrar que a mulher costuma ser mais sapiens do que o homo.

Sou hétero: ou seja, um sujeito diversificado, sem preconceitos. Essa heterogeneidade é coisa de família. Na minha casa todo mundo respeita todo mundo, sabe conviver com pessoas normais ou anormais, diferentes ou comuns. O que reputo uma qualidade.

Sou golpista. Ah, sim, costumo golpear sem piedade algum pensamento mau que de repente queira invadir meu espaço intelectual. Esse é um dos perigos que rondam a alma do ser humano. Se a gente não souber golpeá-los, rechaçá-los, corre o risco de cair na armadilha.

Sou um sujeito ora sem graça, ora engraçado. Sem graça, quando tento entender alguma coisa e não consigo. Fico completamente sem graça nessas horas. Engraçado, quase sempre. É que sou bem-humorado, gosto de ouvir, contar e inventar piadas, e às vezes faço isso até com certa inteligência. Fico feliz quando consigo fazer alguém rir ou mesmo apenas sorrir. Chego a ficar penalizado quando vejo gente mal-humorada. Bem a propósito, faço questão de lembrar aqui uma teoria muito prática, de minha autoria, segundo a qual “a vida sem humor não tem graça”.

Assim lá vou eu. Às vezes cheio de fé em Deus, às vezes sem fé nenhuma, sem esperanças ou certezas, mas sempre otimista, o que pode ser um paradoxo, o que em verdade é mesmo.

E paro por aqui. Se continuar, vão pensar que sou o avesso do avesso do avesso do avesso. (Agora, cá pra nós: como é que você conseguiu ler este besteirol inteiro. É um milagre que tenha enfrentado estas mais de 400 palavras, todas impregnadas de ampla, total e irrestrita inutilidade!)


Dom Total

*Afonso Barroso é jornalista, redator publicitário e editor



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