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15/02/2022 | domtotal.com

Brasil reafirma laços com a Ucrânia enquanto Bolsonaro viaja para a Rússia

Apesar da escalada das tensões e do descontentamento dos Estados Unidos, Bolsonaro decidiu manter a visita ao presidente russo

Nesta foto de 14 de novembro de 2019, o presidente russo, Vladimir Putin (E), acena ao lado do presidente Jair Bolsonaro, ante da 11ª cúpula dos BRICS, no Palácio do Itamaraty, em Brasília
Nesta foto de 14 de novembro de 2019, o presidente russo, Vladimir Putin (E), acena ao lado do presidente Jair Bolsonaro, ante da 11ª cúpula dos BRICS, no Palácio do Itamaraty, em Brasília Foto (Pavel Golovkin/AFP)

O Itamaraty reafirmou publicamente seus laços diplomáticos com Kiev nesta segunda-feira (14), enquanto o presidente Jair Bolsonaro embarcou para a Rússia para uma visita oficial em meio à crise entre Moscou e países ocidentais sobre a Ucrânia.

"O Ministro das Relações Exteriores, Carlos França, conversou por telefone hoje com o chanceler ucraniano, Dmytro Kuleba", tuitou o Itamaraty, pouco antes de Bolsonaro decolar em um avião oficial rumo à Rússia.

O ministro França "ouviu a avaliação de seu homólogo sobre a atual situação na fronteira entre Ucrânia e Rússia" e "reiterou a posição brasileira em favor da resolução pacífica", acrescentou o Itamaraty, que lembrou que Brasil e Ucrânia comemoraram recentemente 30 anos de relacionamento diplomático.

Apesar da escalada das tensões e do descontentamento dos Estados Unidos, Bolsonaro decidiu manter a visita ao presidente russo, Vladimir Putin, focada em questões de interesse bilateral como agricultura, energia e defesa.

O Brasil, importante produtor e exportador agrícola mundial, "depende em grande parte de fertilizantes da Rússia", justificou Bolsonaro.

Para analistas, a viagem de Bolsonaro - que também visitará nesta quinta a Hungria, liderada por seu aliado, o primeiro-ministro de extrema direita Viktor Orban - acontece no pior momento.

Em uma crise sem precedentes desde a Guerra Fria, os países ocidentais temem que a Rússia invada a Ucrânia, depois de reunir dezenas de milhares de tropas nas fronteiras da ex-república soviética.

A Rússia estimou nesta segunda-feira que há uma "possibilidade" de resolver a crise ucraniana graças ao diálogo com os países ocidentais e anunciou o fim de algumas manobras militares.

No entanto, os Estados Unidos continuam insistindo que a Rússia pode iniciar uma invasão militar "a qualquer momento" e pediram a seus cidadãos que deixem a Ucrânia, um gesto ecoado por outros países. O governo Biden também realocou sua embaixada de Kiev para o oeste do país.


AFP



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