Brasil

06/05/2022 | domtotal.com

Por 'prioridades' do governo, Orçamento terá mais cortes

Em participação no Broadcast Live, o secretário do Tesouro Nacional Paulo Valle disse que existe uma preocupação com a paralisação da máquina pública por falta de recursos

Paulo Valle disse que os novos cortes serão necessários para compensar as 'prioridades' definidas pela administração
Paulo Valle disse que os novos cortes serão necessários para compensar as 'prioridades' definidas pela administração Foto (Abr)

Depois de o governo bloquear R$ 1,7 bilhão do Orçamento em março para encaixar as despesas no teto de gastos, o secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle, disse na quinta-feira, 5, que novos cortes serão necessários para compensar as "prioridades" definidas pela administração, entre elas o reajuste que o presidente Jair Bolsonaro quer dar ao funcionalismo público.

Em participação no Broadcast Live, Valle disse que existe uma preocupação com a paralisação da máquina pública por falta de recursos. "Existe essa preocupação, mas vamos trabalhar para não ter shutdown (termo técnico para a paralisação). Parar a Receita Federal ou o Tesouro Nacional não é desejável, teremos de cortar outras despesas. Não tem cabimento a máquina parar por falta de orçamento."

Até o dia 22 deste mês, a equipe econômica tem de enviar ao Congresso relatório sobre receitas e despesas do ano, mostrando como serão cumpridas as regras fiscais, a meta de resultado primário e o teto de gastos, que limita o crescimento dos gastos à inflação do ano anterior. "Maio ainda é mês desafiador. Vamos ter de achar espaço para o aumento dos servidores, temos o desafio de eleger despesas a serem cortadas para compensar as que já estão priorizadas."

Com a pressão de servidores públicos por aumento de salário, o secretário disse que a decisão sobre o reajuste é política. Na semana passada, Bolsonaro confirmou que pretende dar um reajuste de 5% a todo o funcionalismo, como antecipado pelo Estadão/Broadcast. Isso teria um custo de R$ 6,5 bilhões aos cofres públicos. "É bem provável que isso seja definido em breve."

Valle disse ainda que a equipe econômica iniciou estudos sobre a possibilidade de criar uma meta para a dívida pública. Valle afirmou que a estimativa da equipe econômica é de que a dívida pública termine o ano correspondendo a 79% do Produto Interno Bruto (PIB).


Agência Estado



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