Religião

13/05/2022 | domtotal.com

A Primeira Carta aos Tessalonicenses: inspiração para o cristianismo atual

O texto, pois, como catequese e aprofundamento da fé, é um convite à esperança e à perseverança

A Igreja de Tessalônica era exemplar na vivência cristã, conforme nos diz Paulo
A Igreja de Tessalônica era exemplar na vivência cristã, conforme nos diz Paulo Foto (Pixabay)

Felipe Magalhães Francisco*

A Primeira Carta aos Tessalonicenses é o mais antigo escrito do Novo Testamento. Costumamos chamá-la de escrito pré-apostólico, pois nela não estão os grandes temas teológicos a respeito dos quais o Apóstolo Paulo viria a se debruçar em seus outros escritos. Ainda assim, trata-se de um escrito deveras muito importante: para além de nos trazer preciosas informações acerca da Igreja de Tessalônica, na década de 50 do primeiro século de nossa Era, ela aponta encaminhamentos importantes para a vivência da fé cristã ainda hoje.

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A Igreja de Tessalônica era exemplar na vivência cristã, conforme nos diz Paulo. Tanto assim o era, que a boa fama dos cristãos de Tessalônica era conhecida por toda a macrorregião. Paulo tem por esta comunidade um carinho paternal, e isso é expresso na maneira como ele se reporta aos seus membros. O Apóstolo não se contém, ao tecer elogios à fé e à vivência dela, por meio dos cristãos e cristãs daquela Igreja. Contudo, este não é o objetivo da Carta, e Paulo cuida para eles não se orgulhem, meritocraticamente, dos bons frutos de sua vivência.

Os cristãos e cristãs aguardavam expectantes, pela volta de Cristo, conforme esperança amplamente pregada nas comunidades cristã. Mesmo em meio à esperança, porém, uma certa angústia passou a se fazer notar: o tempo passava, irmãos e irmãs iam morrendo e o Cristo não voltava. Qual seria, pois, o destino destes que adormeceram antes da volta de Cristo? Paulo escreve então à comunidade para ajudá-la a compreender melhor as questões escatológicas que a comunidade levantava. O texto, pois, como catequese e aprofundamento da fé, é um convite à esperança e à perseverança, por parte dos que ainda aguardavam o retorno de Cristo, bem como à confiança de que os irmãos e irmãs mortos não seriam abandonados no reino da morte.

Em nosso Dom Especial da semana, no entanto, queremos destacar a dimensão vivencial do ser cristão, como fonte de reflexão para a atualidade de nossa fé. Como dito anteriormente, a carta traz elementos bastante significativos para inspirar cristãos e cristãs à profundidade da fé, de modo a nos ajudar a refletir nossa própria vivência, na atualidade. Respondendo às exortações trazidas na carta, viveremos de maneira mais íntegra o compromisso da fé e o testemunho de nosso seguimento de Jesus e seu Evangelho. No primeiro artigo, Acolher a mensagem do Evangelho: um aprendizado para a igreja atual, Fabrício Veliq ressalta a não passividade das virtudes teologais, como efetividade do acolhimento da Palavra de Deus. Rodrigo Ferreira da Costa, no artigo Progredir num modo de proceder que agrada a Deus, reflete sobre a vida cristã, como um processo contínuo de amadurecimento, tal como Paulo exorta à comunidade de Tessalônica. Por fim, Teófilo da Silva, no artigo Ética cristã: a face visível do amor, propõe um olhar a respeito do sentido da ação cristã no mundo, como verdadeiro crescimento espiritual, que afeta de modo transformador a realidade.

Boa leitura!


Dom Total

*Felipe Magalhães Francisco é teólogo. Articula a Editoria de Religião deste portal. É autor do livro de poemas Imprevisto (Penalux, 2015). É co-autor de Teologia no século 21: novos contextos e fronteiras (Saber Criativo, 2020). E-mail: felipe.mfrancisco.teologia@gmail.com.



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