Meio Ambiente

21/06/2022 | domtotal.com

Mais de 250 elefantes serão transferidos para parque no Malawi

Os paquidermes serão transferidos do Parque Nacional de Liwonde, a mais de 350 km ao sul, entre 27 de junho e 29 de julho

(ARQUIVOS) Nesta foto de arquivo tirada em 23 de novembro de 2021, Gandhi, um elefante asiático de 52 anos, come no Elephant Haven European Elephant Sanctuary (EHEES), em Bussiere-Galant
(ARQUIVOS) Nesta foto de arquivo tirada em 23 de novembro de 2021, Gandhi, um elefante asiático de 52 anos, come no Elephant Haven European Elephant Sanctuary (EHEES), em Bussiere-Galant Foto (Philippe LOPEZ/AFP)

Cerca de 250 elefantes serão transferidos até o final de julho para o Parque Nacional Kasungu, no Malawi, onde a espécie passou de 1.200 espécimes para cerca de 50, praticamente desaparecendo, devido à caça furtiva de marfim.

"A caça furtiva diminuiu e o número de elefantes aumentou, e já existem 120 elefantes. Mas a população ainda é muito baixa para ser viável. A introdução de mais 250 elefantes vai mudar esse cenário", afirmou Patricio Ndadzela, do Fundo Internacional para a Proteção dos Animais (IFAW) no Malawi.

Os paquidermes serão transferidos do Parque Nacional de Liwonde, a mais de 350 km ao sul, entre 27 de junho e 29 de julho.

Nesse parque nacional de Liwonde, a caça furtiva praticamente desapareceu e os elefantes estão agora em superpopulação.

Outros animais também serão transferidos, como búfalos, impalas e javalis.

Em 2016 e 2017, 520 elefantes foram deslocados do parque Liwonde para aliviar a pressão em seu habitat e reduzir os conflitos com humanos.

"O número de elefantes aumenta, o que pressiona os recursos naturais do parque e cria situações de conflito com as comunidades locais", apontou a African Parks, uma organização de proteção à natureza, no mesmo comunicado.

O Malawi é o lar de cerca de 2.000 elefantes. O sul da África reúne 70% da população do continente.

Alguns países da região, como o Zimbábue, onde a população de elefantes aumentou e elevou o índice de acidentes fatais com humanos, exigem o levantamento da proibição global do comércio de marfim.


AFP



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