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12/11/2015 | domtotal.com

Construção Imobiliária: Iaci registra alta

Minas Gerais tem registrado crescimento na margem dessazonalizada nos últimos quatro meses.

No acumulado de janeiro a outubro, houve diminuição da atividade da construção imobiliária de 13,1% no Brasil.
No acumulado de janeiro a outubro, houve diminuição da atividade da construção imobiliária de 13,1% no Brasil. (Divulgação)

Após trajetória de quedas ao longo do ano, o Índice de Atividade da Construção Imobiliária (Iaci), que mede a área em construção, em Minas Gerais registrou alta de 2,6% em outubro ante o mês anterior, já considerando a série dessazonalizada. Em contrapartida, o Iaci nacional apresentou queda de 0,5% na mesma base comparativa. É o que revela o levantamento do Monitor da Construção Civil (MCC).

A analista do MMC e uma das responsáveis pela pesquisa, Samanta Imbimbo, explica que Minas tem registrado crescimento na margem dessazonalizada nos últimos quatro meses, mas que essa recuperação é "modesta", haja vista que no comparativo anual, o Iaci no Estado tem apresentado uma sequência de quedas desde meados de 2014. O Iaci no Brasil apresentou retração de 9,5% em outubro na comparação com mesmo mês no ano passado, em Minas a queda chegou a 15,7%. De acordo com Samanta, o resultado é atribuído a alguns condicionantes do mercado imobiliário, como a massa da renda real e taxa de emprego, conforme Pesquisa Mensal do Emprego. Ela ressalta que ambos indicadores apresentam queda acumulada no ano, porém a retração foi mais intensa em Minas Gerais do que no Brasil.

Já no acumulado de janeiro a outubro, houve diminuição da atividade da construção imobiliária de 13,1% no Brasil ante o mesmo período do ano passado. E em Minas Gerais, a queda chegou a 24,9%. O resultado negativo é justificado pelo próprio cenário macroeconômico, com crises econômica e política, segundo Samanta. "A atual conjuntura afeta a confiança tanto das construtoras quanto dos consumidores". Já o índice de lançamentos (Iaci-L) apresentou queda de 18,0% em agosto na margem no Brasil, acumulando retração de 27,6% em 12 meses. Considerando os lançamentos (Iaci-L) por tipo de obra, as fortes quedas registradas nas obras comerciais e de turismo no acumulado em 12 meses até agosto (-64,7% e -70,3%, respectivamente) são um indicativo de fraqueza para a construção nos próximos meses. O Iaci-L Residencial também acumula queda (-19,7%, na mesma base de comparação), mas menos intensa frente aos outros tipos de obras.

Em Minas, a pesquisa foi realizada junto a 268 construtoras, entre pequena, média e de grande portes. Sobre prospecção de negócios e indicadores do setor a expectativa é negativa tanto para o Brasil quanto para Minas Gerais, conforme estima a analista. "Isso se deve à expectativa de retração dos principais condicionantes do mercado imobiliário, como renda das famílias, emprego e confiança de consumidores e empresários".

Queda na produção industrial

A produção industrial de Minas Gerais caiu 2,3% em setembro frente a agosto. No acumulado dos nove meses do ano, a queda é de 7,2%, e, nos últimos 12 meses, a redução é de 5,8%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Isso mostra que a curva é de declínio, com tendência de isso persistir nos próximos meses. Não temos um fator concreto até o momento capaz de ajudar, além do câmbio atual, que favorece quem exporta e pode provocar a substituição de insumos importados por nacionais. Mas isso é muito pouco para reverter o quadro", analisou o economista da Federação das Indústrias do Estado de Minas Geras (Fiemg) Sérgio Guerra.

Os fabricantes de máquinas e equipamentos, atividade que serve como termômetro da indústria porque retrata os investimentos que outros segmentos estão ou não fazendo, teve o pior desempenho da indústria do Estado, mostrando que os aportes em maquinário foram abandonados pelo parque mineiro. De acordo com a pesquisa, a produção dos fabricantes de máquinas e equipamentos do Estado já acumula uma queda de 37,5% de janeiro a setembro contra o mesmo período de 2014. "Isso é reflexo do mercado e mostra que os outros e segmentos pararam de investir e comprar maquinário. Em outras palavras, a indústria inteira está mal", afirmou o diretor regional da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq-MG), Marcelo Veneroso.

Tecnologia solar

Fábrica de última geração de céluas solares orgânicas será inaugurada na terça-feira da semana que vem em Belo Horizonte pelas empresas CSEM Brasil, em sociedade com o braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDESpar), Fir Capital, gestora de fundos e participações; e as comercializadoras de energia Tradener e CMU Energia. O empreendimento custou cerca de R$ 100 milhões e foi instalado no câmpus Cetec do Centro de Inovação e Tecnologia Senai/Fiemg (Federação das Indústrias de Minas Gerais).

Batizada de Sunew, a unidade vai produzir filmes plásticos orgânicos capazes de converter energia solar em energia elétrica, os chamados módulos OPV (Organic Photovoltaics), com diversas aplicações, entre elas na indústria automotiva e na fabricação de galpões metálicos. A partir de uma estrutura tecnológica inovadora, a Sunew controla método de impressão de painéis fotovoltaicos que usam materiais orgânicos, concorrendo com capacidade produtiva existente em escala apenas na Europa e no Japão. As instalações na capital mineira têm capacidade para produzir mais de 300 mil metos quadrados anuais de filmes plásticos orgânicos, equivalentes a dezenas de Megawatts (MW) por ano.

Diferentemente das células tradicionais, os dispositivos orgânicos, feitos com polímeros e plásticos, representam um décimo da necessidade de carbono do ponto de vista de sua produção, além de ser leves, transparentes, de fácil transporte e instalação. Eles permitem a utilização mais limpa e ampla da energia solar para geração de eletricidade, podendo ser aplicados no revestimento de estruturas, janelas, dispositivos eletrônicos como celulares, mouses e teclados sem fio, e até mesmo em veículos ou em casas em localidades remotas ainda sem eletricidade.

Segundo Júlio Ramundo, diretor da BNDESPAR, a nova fábrica demonstra a capacidade dos empreendedores no Brasil para desenvolver tecnologias em áreas que podem promover mudanças significativas na economia. A tecnologia foi desenvolvida pelo CSEM Brasil, empresa fundada pela Fir Capital e pelo CSEM da Suiça em 2006, e que contou com investimentos do BNDES e da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de Minas Gerais (Fapemig) em infraestrutura de pesquisa e desenvolvimento na área de eletrônica orgânica.


Fonte: Ideia Fixa - Gestão de Informação

EMGE

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