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13/11/2015 | domtotal.com

Investimento privado crescente

O investimento total no país, incluindo fontes privadas e públicas, somou R$ 10,485 bi em 2013.

2007 é um marco da história do saneamento no Brasil, pois foi quando entrou em vigor a Lei do Saneamento.
2007 é um marco da história do saneamento no Brasil, pois foi quando entrou em vigor a Lei do Saneamento. (Divulgação)

As concessionárias privadas de serviços de saneamento básico programam R$ 12,317 bilhões em investimentos no quadriênio 2014-2018. A iniciativa privada hoje mantém 247 contratos em andamento, sendo a maior parte constituída de concessões plenas (123 contratos, que incluem a oferta dos serviços de água e esgotamento sanitário). Está presente em 304 municípios e atende população total de 32,440 milhões de pessoas. Considerando os investimentos comprometidos até o fim dos atuais contratos, o setor de saneamento básico brasileiro receberá mais R$ 30,5 bilhões. As informações são do Sistema de Informações do Segmento Privado do Setor de Saneamento (SPRIS 2014), publicadas no Panorama da Participação Privada no Saneamento 2015, que consolida dados do setor.

O investimento total em saneamento básico no país, incluindo fontes privadas e públicas, municípios, Estados e prestadores de serviços, somou R$ 10,485 bilhões em 2013, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (SNIS 2013), elaborado pelo Ministério das Cidades. Mostra um crescimento de 147% no volume de recursos investidos, na comparação com 2007, quando pouco mais de R$ 4 bilhões foram destinados ao setor. O ano de 2007 é um marco da história do saneamento no Brasil, pois foi quando entrou em vigor a Lei Nº 11.445, a chamada Lei do Saneamento, que tem a premissa geral da universalidade do acesso aos serviços públicos de saneamento. Os dados de investimentos totais desde então mostram evolução positiva ano a ano, com exceção de 2011, quando houve queda no volume de recursos de 6,3%.

O Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), lançado em 2013, estabeleceu metas numéricas para o avanço dos serviços de água potável, coleta e tratamento de esgoto e manejo de resíduos sólidos, tendo em vista a universalização ou quase dos serviços até 2033. O Ministério das Cidades, baseado na evolução do investimento total até 2013 e mantido o ritmo observado nos últimos sete anos, avalia que os recursos serão suficientes para o alcance das metas. Outros protagonistas do setor, incluindo a iniciativa privada e empresas de saneamento estaduais, desconfiam e cobram incentivos.

Produção industrial

O setor de cloro-álcalis está pressionado por um lado pela retração da demanda por parte das indústrias que consomem o produto e do outro pelas altas recentes da energia elétrica e dos insumos, o segmento vê suas margens pressionadas. Por serem muito dependentes de eletricidade, os produtores de cloro e soda cáustica sofreram o impacto direto do aumento de mais de 49% das tarifas entre janeiro e outubro deste ano, afirma o presidente da Abiclor, Aníbal do Vale. Para ele, uma alta em níveis tão elevados não era de forma nenhuma esperada pelas empresas e criou um fator adicional de preocupação para uma indústria que já tinha competitividade baixa.

Os gastos com energia, segundo o executivo, representam algo em torno de 45% dos custos totais de uma fabricante do setor. Os outros 55% são distribuídos entre as matérias-primas utilizadas, principalmente o sal marinho e o gás natural. De acordo com pesquisa publicada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a própria situação dos portos brasileiros afeta a competitividade do cloro e da soda cáustica no país, uma vez que o transporte da matéria-prima é realizado principalmente pelo sistema de navegação de cabotagem.

O executivo afirma que a retração do mercado neste ano preocupa muito porque se segue a um 2014 que já havia sido considerado fraco devido a paradas programadas e não programadas em diversas uniaddes produtoras. O recuo, na avaliação dele, é ocasionado pela desaceleração da economia nacional e seus efeitos sobre a indústria de transformação como um todo. A perspectiva só fica mais animadora no longo prazo, conta do Vale, com a entrada em operação das plantas de PVC que deverão atender ao Plano Nacional de Saneamento Básico, aprovado em 2013. A portaria estabeleceu diretrizes, metas e ações para serem tomadas no âmbito do abastecimento e da pureza da água oferecida, o que pode levar à duplicação da capacidade instalada de tubos de PVC até 2033.

A tendência para o final do ano é de uma redução das vendas de químicos básicos por fatores sazonais que levam a um desaquecimento da indústria nos últimos meses, afirmou o presidente da petroquímica Braskem, Carlos Fadigas, em entrevista coletiva, após divulgar do resultado trimestral. Segundo ele, apesar da perspectiva melhor para o câmbio entre outubro e dezembro, a diferença entre o custo das matérias-primas e o preço de venda deve ser reduzida no período. A desvalorização do real, no entanto, ainda não foi capaz de reverter o cenário da balança comercial do setor, aponta Aníbal do Vale, o presidente da Abiclor. Ele avalia que competir com os Estados Unidos, principal concorrente mundial nesse mercado, fica cada vez mais difícil diante da redução dos custos de extração do gás de xisto, que pode ser usado como insumo para a fabricação de cloro.

No segmento de soda cáustica, a importação é mais abundante porque as maiores fabricantes de alumínio que utilizam a matéria-prima ficam localizadas nas regiões Norte e Nordeste, muito próximas do território norte-americano. Além disso, do Vale explica que a soda líquida internacional é vendida no Brasil há muito tempo porque a indústria local não produz o suficiente para atender à demanda pelo produto no país.

Desastre ambiental

O rompimento das barragens da Samarco em Mariana, já considerado o maior desastre ambiental de Minas Gerais, deverá fazer a Vale realizar um provisionamento de ao menos US$ 2 bilhões para gastos que devem ocorrer ao longo dos próximos cinco anos. A estimativa é de especialistas ouvidos pelo Broadcast Político, serviço online do Grupo Estado. A Vale controla a Samarco ao lado da australiana BHP Billinton, em uma joint venture 50-50. Um eventual fechamento permanente da Samarco significaria uma despesa adicional de US$ 3 bilhões para a Vale e BHP Billinton, de acordo com Credit Suisse, ou seja US$ 1,5 bilhão para cada. Isso porque a dívida líquida da companhia está hoje em US$ 2,93 bilhões.

O consultor Luciano Borges, da Ad Hoc Consultores Associados, calcula que nos próximos anos os custos advindos do acidente deverão girar entre US$ 3 bilhões a US$ 5 bilhões. Além disso, ele lembra o efeito na imagem da atividade da mineração no Brasil. Com isso, pela Vale ser brasileira, os impactos serão muito maiores do que para sua sócia, a BHP. A Samarco tem seguro de riscos operacionais, mas o valor das indenizações, calculado por fontes de mercado em R$ 1 bilhão, ficará muito abaixo do total que deverá ser arcado pela companhia. Procurada, a Vale preferiu não comentar estimativas de mercado.

Além disso, Vale e BHP podem ser condenadas a pagar bilhões em indenizações e reparações aos danos provocados à população, ao patrimônio e ao meio ambiente. Ontem, as duas empresas anunciaram a criação de um Fundo Emergencial para dar suporte à Samarco na reconstrução da cidade e ajuda às famílias atingidas. O montante a ser aportado por empresa e quando os valores começarão a ser desembolsados não foram informados.

Na sequência, o prefeito de Mariana, Duarte Júnior (PPS), foi a público dizer que o prejuízo estimado pelo rompimento das barragens da mineradora deverá chegar a “pelo menos R$ 100 milhões”. “A secretaria de obras fez esse primeiro levantamento. Ele inclui 2 escolas, 15 pontes, pelo menos 50 piquetas ( passarelas para travessia de córregos) e 250 casas.”


Fonte: Ideia Fixa - Gestão de Informação

EMGE

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