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18/11/2015 | domtotal.com

Construtoras têm alta nos distratos

A pressão da inflação e a dificuldade de obtenção de crédito são os principais vilões.

Muitos consumidores viram o sonho da casa própria virar pesadelo.
Muitos consumidores viram o sonho da casa própria virar pesadelo. (Divulgação)

Após investimentos amplos em publicidade e estímulos para venda de imóveis em estoque, as construtoras – de todos os portes – têm sentindo um avanço no número de residências devolvidas. A pressão da inflação e a dificuldade de obtenção de crédito são os principais vilões para o dado.

“Houve um forte movimento de atração do consumidor. Eram propostas que facilitavam a entrada do imóvel, mas pouco se preocupavam com a condição do cliente de financiar os outros 80%”, disse ao DCI o professor de macro economia e especialista em finanças pessoais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Oswaldo Saldanha.

Após a euforia da compra, e conclusão do pagamento das entradas, muitos consumidores viram o sonho da casa própria virar pesadelo: com o crédito mais caro, e mais escasso, o financiamento do imóvel ficou mais complicado entre os bancos.

Além da falta de crédito para o financiamento, com o avanço da inflação, muitas quebras de contratos aconteceram antes mesmo de finalizar a entrada do imóvel. “Às vezes, a entrada chega a ser dividida em três anos. Muitas pessoas que compraram o imóvel em 2012 estão chegando perto da entrega das chaves e não estão capitalizados”, completa o acadêmico.

 

Produção industrial

A produção nacional de aço bruto alcançou 28,235 milhões de toneladas no acumulado deste ano até outubro, o que corresponde a uma queda de 1,3% em relação ao volume registrado no mesmo intervalo do exercício passado (28,608 milhões de toneladas). Já nos últimos 12 meses, o País produziu 33,524 milhões de toneladas de aço, segundo números divulgados na segunda-feira (16) pelo Instituto Aço Brasil (IABr).

As siderúrgicas instaladas em Minas Gerais produziram 9 milhões de toneladas de aço bruto entre janeiro e outubro, o que equivale a 31,9% do total nacional para o período. Só a produção de laminados e semiacabados no Estado alcançou 8,270 milhões de toneladas no acumulado de 2015 até o mês passado.

A produção brasileira de laminados (aços planos e longos) atingiu 19,276 milhões de toneladas nos dez meses do ano, ante 21,145 milhões de toneladas frente ao mesmo período de 2014, uma retração de 8,8%. O volume de laminados produzido nos últimos 12 meses totalizou 23,047 milhões de toneladas e respondeu por quase 70% do total de aço produzido no intervalo. Conforme o IABr, o volume de aços planos fabricados, usados pelo setor automotivo e na produção de eletrodomésticos da linha branca, totalizou 11,254 milhões de toneladas até outubro, queda de 5,9% na comparação com o mesmo período do exercício anterior (11,956 milhões de toneladas).

Ainda de acordo com o instituto, a produção de semiacabados (placas, blocos e tarugos) somou 6,571 milhões nos dez primeiros meses deste ano, volume 25,8% maior do que o de igual período do exercício anterior, que somou 5,224 milhões de toneladas. Já as vendas acumuladas de produtos siderúrgicos no mercado brasileiro no acumulado deste ano até outubro somaram 15,7 milhões de toneladas, redução de 15,2% em relação ao mesmo período de 2014. Ainda segundo o IABr, o consumo aparente nacional de aço chegou a 18,6 milhões de toneladas no acumulado deste ano, retração de 15,2% frente ao mesmo mês de 2014.

 

Desastre ambiental 

A mineradora Samarco fechou um Termo de Compromisso Preliminar (TCP), com o Ministério Público Estadual (MPE) e o Ministério Público Federal (MPF), que prevê gastos de R$ 1 bilhão na recuperação do meio ambiente e pagamento de indenizações pelo rompimento das barragens da empresa no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana. O termo foi assinado na segunda-feira (16) em Belo Horizonte. No acordo, ficou estabelecido ainda que a alocação dos recursos, que vão para um fundo, deverá ser auditada por empresa independente a ser escolhida pelo MPE e MPF. Até o momento sete mortes foram confirmadas.

A Samarco deverá ainda apresentar laudos mensais mostrando que o dinheiro está sendo usado exclusivamente "em medidas de prevenção, contenção, mitigação, reparação e compensação dos danos ambientais ou socioambientais decorrentes do rompimento da barragem". O acordo diz também que a Samarco está obrigada a depositar em até 10 dias, contados a partir desta segunda, em conta corrente da própria empresa que será fiscalizada pelo promotores e procuradores, R$ 500 milhões.

A segunda parcela, ainda conforme o termo, será dada em garantias a serem apresentadas pela mineradora em 30 dias, como uma carta-fiança de uma instituição financeira. Segundo o promotor de Justiça Carlos Eduardo Ferreira Pinto, os danos ambientais devem ser integralmente reparados.

 

5º Seminário Internacional de Construção Sustentável

Materiais resultantes do processo de extração mineral podem ganhar novos fins na engenharia de casas e prédios, que não o depósito em uma barragem de rejeitos. O aproveitamento desses resíduos ou a adoção de qualquer outra prática que reduza o impacto ambiental trazido por uma edificação é o novo desafio da construção civil.

O assunto ganha destaque, nesta quarta e quinta-feira (18 e 19), com a realização do 5º Seminário Internacional de Construção Sustentável, em Belo Horizonte. O evento é idealizado pela EcoConstruct. Diretora técnica e comercial da empresa, Cristiane Silveira de Lacerda acredita que o momento é propício para o debate. “Tragédias semelhantes à que atingiu o município de Mariana sempre acendem o sinal vermelho para a população e grandes corporações sobre os riscos do desenvolvimento em desarmonia com o meio ambiente”. No caso da mineração, exemplifica Cristiane, os rejeitos podem ser transformados em tijolos ou pisos. Ainda hoje, porém, faltam investimentos que viabilizem a aplicação dessas ideias.

O seminário também irá propor a discussão sobre eficiência energética na construção civil, mostrará novos produtos ecológicos e apresentará a experiência de outros países. “Um dos convidados de mais destaque é o professor Lutz Katzschner, da Alemanha, que presta serviços de consultoria no mundo inteiro e tem ajudado no planejamento de novas cidades”.


Fonte: Ideia Fixa - Gestão de Informação

EMGE

*O DomTotal é mantido pela Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE). Engenharia Civil conceito máximo no MEC.
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