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19/11/2015 | domtotal.com

Infraero amplia plano de recuperação

O desligamento pode atingir ao todo mais de 4 mil funcionários.

A estatal ficou com uma participação de 49% nos aeroportos.
A estatal ficou com uma participação de 49% nos aeroportos. (Divulgação)

A empresa adotou um Programa de Demissão Voluntária (PDV), prevendo, de início, a adesão de 2.500 funcionários. Esse número já foi ultrapassado e, numa nova etapa do programa, o desligamento pode atingir ao todo mais de 4 mil funcionários. Desinchar o quadro, atualmente composto de 12 mil funcionários, como disse o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Eliseu Padilha, é essencial para viabilizar a companhia.

A estatal ficou com uma participação de 49% nos aeroportos já concedidos à iniciativa privada, o que onerou seus custos, já que, mesmo tendo perdido mais de metade da receita proporcionada por esses aeroportos, teve de fazer a contrapartida de pesados investimentos nos terminais, com retorno apenas a mais longo prazo. Segundo o ministro, a participação da Infraero nas futuras concessões está ainda em discussão, mas ele assevera que ela será menor, podendo ficar em 15% ou zero.

A Infraero hoje volta o seu foco para a aviação regional. Há, segundo Padilha, uma demanda no Ministério da Fazenda para desembaraçar recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), que deve arrecadar este ano R$ 4,5 bilhões. A SAC espera que R$ 50 milhões, pelo menos, sejam liberados para atender às necessidades de aeroportos da Amazônia.

 

Setor energia

A seca que se prolonga desde o ano passado causou um prejuízo de R$ 2,7 bilhões para a estatal Eletrobras entre janeiro e setembro de 2015, disse o diretor financeiro, Armando Casado de Araújo.

Em conferência para detalhar os resultados do terceiro trimestre, o executivo garantiu que a diretoria de regulação da empresa está trabalhando em tempo integral para examinar a proposta apresentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com o intuito de resolver a questão das perdas das geradoras com a falta de água. A empresa espera ainda receber R$ 26 bilhões nos próximos anos com amortizações referentes aos valores investidos em linhas de transmissão instaladas antes de 2000 que tiveram as concessões renovadas antecipadamente em 2012. Na época, o governo aceitou pagar indenizações para ativos não amortizados se as operadoras se dispusessem a renovar os contratos antes do fim do período de outorga, mas até o final deste ano só deve pagar os valores devidos pelas redes que foram construídas depois de maio de 2000. Para a Eletrobras, serão repassados cerca de R$ 14 bilhões até dezembro só nesta conta, afirmou Casado.

A estatal registrou um prejuízo líquido de R$ 4,2 bilhões no terceiro trimestre deste ano, ante um resultado negativo de R$ 2,7 bilhões no mesmo período de 2014. Segundo o diretor, o regime de chuvas teve papel preponderante na piora do desempenho, que foi impactado também pelo reconhecimento de R$ 3,4 bilhões em perdas no valor identificado da usina nuclear Angra 3. A baixa ocorre após a obra da usina ter sido paralisada, com os contratos suspensos junto a fornecedores depois de as investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, apontarem para suposto pagamento de propina em licitações.

Na terça-feira (17), o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, comentou sobre o projeto de desinvestimentos das estatais brasileiras de energia (Petrobras e Eletrobras), e disse que o movimento é fruto de pragmatismo do momento. "Você precisa desses recursos. É uma questão muito mais pragmática do que qualquer questão ideológica. A Petrobras tem que reduzir seu endividamento e a Eletrobras precisa do capital privado também investindo", afirmou Tolmasquim em entrevista à Reuters. Ele contou ter realizado apresentações em Londres, Nova York e Frankfurt para apresentar a empresários a agenda de investimentos do País em energia, mas com foco em novos projetos, e não nas vendas de ativos. Tolmasquim disse que houve grande interesse nas palestras, e revelou que há tanto investidores com apetite por projetos no Brasil quanto interessados em oferecer financiamento ao setor.

 

Investimento em infraestrutura

O governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE), liberou, somente neste mês, mais de R$ 39 milhões para escolas estaduais a serem investidos em obras e na compra de mobiliário. A maior parte dos recursos é destinada para reformas: são R$ 30.636.852,35 para realização de obras em 133 escolas de 72 municípios. O restante, R$ 8.801759,70, será destinado para compra de mobiliário e equipamentos.

Os recursos já foram descentralizados para as superintendências regionais de Ensino e já começam a ser transferidos para as caixas escolares. Desde o início da gestão até o mês passado, o governo já havia liberado mais de R$ 109 milhões para a realização de obras. Com esta nova leva, o montante ultrapassa os R$ 140 milhões em investimentos na infraestrutura das escolas da rede.

Dentre as obras liberadas, estão as reformas nas escolas estaduais Doutor Isidoro Epifânio (Conceição do Pará), Alberto Barreiros (Teófilo Otoni), Dr. João Beraldo (Carlos Chagas), Paulina Rigotti de Castro (Machado), Padre José Maria (Santa Maria do Suaçuí), Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli (Uberlândia), Ormezinda Alves Duarte (São Sebastião da Vargem Alegre) e Professora Maria Augusta Vieira Corrêa (Três Pontas), cujos valores, para cada uma, ultrapassam a casa dos R$ 500 mil.

Outras 13 obras de escolas, em dez municípios, foram retomadas esse ano, via Departamento de Obras Públicas (Deop). Essas obras foram iniciadas na gestão anterior, entre 2012 e 2013, e paralisadas nos últimos meses de 2014. São reformas de restauração e de construção de novos prédios escolares que totalizam R$ 72.731.883,66. Entre elas estão, a Escola Estadual Governador Milton Campos (o Estadual Central), que passa por uma reforma geral e de restauração dos prédios históricos, e a Escola Estadual Pandiá Calógeras (foto), em Belo Horizonte, e a Escola Estadual Timóteo Lisboa Guerra, de Jaíba, no Norte de Minas, que ganhará um novo prédio para atender seus 370 alunos. Todas as obras já estão sendo executadas. As informações são da Agência Minas.


Fonte: Ideia Fixa - Gestão de Informação

EMGE

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