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20/11/2015 | domtotal.com

PMI atrai 16 empresas

Grupos apresentaram estudos sobre 3.840 quilômetros de rodovias de Minas Gerais.

Análise dos trechos será feita por um grupo executivo.
Análise dos trechos será feita por um grupo executivo. (Divulgação)

A Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) informa que o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) das Estradas Mineiras (001/2015) atraiu o interesse de 16 empresas, sendo 15 delas reunidas em grupos, que apresentaram estudos sobre 3.840 quilômetros de rodovias nas diversas regiões do Estado.

O grupo formado pelas empresas Barbosa Mello Participações e Investimentos, CCR, Construtora Cowan, EcoRodovias, Hap Engenharia e Construtora Norberto Odebrecht manifestou interesse por 3.286 quilômetros de rodovias, divididos em doze lotes, seguido pelo grupo formado por CIMCOP Engenharia e Construções, Construtora Colares Linhares, Integral Engenharia, Construtora Marins, Pavidez Engenharia e Tamasa Engenharia, com interesse por 323,9 quilômetros, em lote único, na região de Pouso Alegre.

Também apresentaram estudos em lotes únicos o Consórcio Estrada do Boi, composto por Engecom Engenharia e Comércio, Emcogel Empresa de Construções Gerais e Alta Engenharia da Infraestrutura, e a Sobrado Engenharia. Segundo a Setop, a análise dos trechos que foram objeto de interesse dos consórcios e empresas que apresentaram estudos no PMI das Estradas Mineiras será feita por um grupo executivo, que ainda será formado.

Somente após esta análise, que terá como principais premissas atender aos interesses da população e manter as estradas mineiras em condições ideais de segurança e trafegabilidade, é que o Governo do Estado definirá os trechos das rodovias que comporão o processo licitatório para fins de concessão, nas modalidades de: concessão comum, concessão patrocinada ou concessão administrativa.

 

Investimento de multinacional do setor de energia

O presidente mundial da Enel, multinacional do setor de energia italiana, Francesco Starace, anunciou na quarta-feira (18) que o grupo investirá € 3,4 bilhões no Brasil no período 2016/2019, representando um aumento em relação aos investimentos de € 3 bilhões previstos anteriormente. O executivo destacou que o Brasil continua sendo importante para investimentos do grupo, principalmente em energias renováveis como de origem hidrelétrica, eólica e solar, entre outras.

Em seu plano de investimentos para os próximos anos a Enel pretende ampliar sua capacidade de geração em 1,3 gigawatts participando de leilões no Brasil e na África do Sul. Segundo Starace, o momento é importante para investir no Brasil apesar da atual crise política e econômica que atravessa, já que, afirma, o país não vai aceitar um retrocesso no sistema político.

Por outro lado o interesse da companhia em investir no Brasil também se deve à possibilidade de interligação de suas redes e sistemas. Além das distribuidoras federalizadas o executivo garantiu que o grupo está estudando com cuidado novos investimentos em expansões no sistema de geração e distribuição no Brasil, mas de forma equilibrada.

O presidente global da Enel anunciou também que o grupo tem interesse na privatização das empresas distribuidoras estaduais atualmente controladas pela Eletrobras. Esses investimentos são destinados à expansão das atividades do grupo. Outros € 11,5 bilhões serão investidos na manutenção e melhorias dos sistemas, representando uma redução de 7% em relação aos € 12,3 bilhões anteriores.

O diretor global de Infraestrutura e Rede da Enel, Livio Gallo, também destacou que o grupo considera uma oportunidade interessante de investimentos a venda do controle das distribuidoras estatais, hoje controladas pela Eletrobras, situadas principalmente na região Norte, como Ceron, Celg, Cepisa, Ceal, EletroAcre. A Eletrobras está em fase de preparação para a venda inicialmente da Celg, de Goiás. Uma das metas da companhia é reduzir a atual dívida de € 57 bilhões de euros para € 47,5 bilhões em 2019.

 

Tecnologia aliada ao gerenciamento urbano

A geolocalização de smartphones ajuda no controle do trânsito; o GPS da frota de ônibus permite racionalizar a distribuição das linhas; e a análise de amostras de esgoto fornece subsídios para políticas de saúde. A cada 36 horas, a Humanidade produz 5 exabytes de informações, o equivalente a toda produção do início da História até o começo do século XXI, e a análise desses dados está provocando uma revolução no gerenciamento urbano.

"Resolver os problemas das cidades não é mais papel exclusivo de engenheiros civis", disse Erin Baumgartner, diretora adjunta do Senseable City Lab, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), na quarta-feira (18), primeiro dia da EmTech Brasil 2015, conferência mundial de tecnologias emergentes promovida pela MIT Technology Review. "Nós estamos produzindo, coletando e compartilhando quantidades incríveis de dados".

Pequenos transmissores de geolocalização foram incorporados em 3 mil artigos que foram jogados no lixo em Seattle. Os pesquisadores foram capazes de montar um mapa ilustrando o percurso dos rejeitos. Os resultados demonstraram a ineficiência do sistema e a dificuldade no tratamento do lixo eletrônico.

O laboratório liderado por Erin está fazendo a análise de amostras de esgoto para fornecer informações para programas de saúde. "Nós podemos analisar padrões de vírus, bactérias e compostos químicos. Podemos rastrear doenças antes de as pessoas apresentarem os sintomas", disse Erin.

Todos os experimentos estão sendo realizados no MIT, e a aplicação prática da análise de big data pode ser vista em cidades de todo o mundo, incluindo o Rio de Janeiro. Pedro Junqueira, chefe executivo de Resiliência e Operações da Prefeitura, destacou a experiência carioca na gestão urbana inteligente. Entre os exemplos citados por Junqueira está a parceria com o Waze, que possibilita o melhor ordenamento do trânsito com base em informações geradas pelos próprios motoristas.


Fonte: Ideia Fixa - Gestão de Informação

EMGE

*O DomTotal é mantido pela Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE). Engenharia Civil conceito máximo no MEC. Saiba mais!

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