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23/11/2015 | domtotal.com

Construtoras buscam novos mercados

De vizinhos da América a países da África, vale tudo para manter o ritmo de crescimento.

Empresas brasileiras começam a trilhar novos rumos.
Empresas brasileiras começam a trilhar novos rumos. (Divulgação)

Em busca de um mercado mais favorável para a construção civil, empresas brasileiras começam a trilhar novos rumos. De vizinhos da América a países da África, vale tudo para manter o ritmo de crescimento mesmo em tempo de recessão no Brasil. Exemplo desse movimento, a Construtora Cavalcantti, de Santa Catarina, encontrou em Angola uma boa opção de negócio. "Com a redução significativa no crédito para o brasileiro, e os altos custos para construir, decidimos começar este ano a operar na África", disse o presidente da empresa, Rogério Cavalcantti Neto.

Através de uma parceria com o governo da República de Angola, foi possível entrar no país com pequenos contratos já firmados. "Já construímos cerca de 40 habitações em Luanda, e temos contrato para outras 260", disse. Além dele, o empresário Sérgio Antunes Fiorinni também chegou em Angola de olho no potencial. "Vamos iniciar as operações por lá ano que vem. A estrutura do escritório está montada, e já temos 15 clientes em potencial", revela. O objetivo do empresário é que, dentro de cinco anos, a operação na África do Sul cresça. "Queremos abrir um escritório em São Tomé e Príncipe".

Com a explosão da construção civil, que recheou a cidade com canteiros de obras, oportunidades para o setor de telefonia, logística e indústria de bens de consumo formam um cenário favorável para investir. "Quem percebeu o potencial da África como um todo foram os chineses. Quando cheguei em Luanda vi um monte de empresários fazendo orçamentos para iniciar operação", disse ele.

Com um crescimento no acumulado do ano de 20%, na comparação anual, a Engemon também projeta alçar novos voos. A empresa - que trabalha com serviços de engenharia nas áreas de data center, infraestrutura de rede, instalações e cabeamento em obras civis comerciais - está de olho nos países latino-americanos. "Estamos orçando projetos no Panamá, Colômbia, Argentina e Chile que devem iniciar as obras em 2016. As construções são focadas no mercado de data center, com valor médio de R$ 100 milhões cada", diz Marco Alberto da Silva, CEO da Engemon.

Para manter o ritmo de crescimento, Silva sinaliza que a empresa estará capitalizada em cerca de R$ 15 milhões em 2016 para investir em aquisições de pequenas empresas do setor, o que inclui empresários deste ramo em toda a América Latina. "Apostamos em um modelo de negócio com serviços multidisciplinares de engenharia civil e elétrica, com projetos conceituais com custo competitivo".

 

Concessões no setor de transporte

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), lançou um novo pacote para concessões de rodovias, aeroportos, metrô e para o sistema de ônibus intermunicipais no valor total de R$ 13,4 bilhões. O governo espera gerar aproximadamente 280 mil empregos e incrementar o PIB do Estado em aproximadamente R$ 10,4 bilhões com o plano de concessões.

Os maiores investimentos devem acontecer em rodovias: R$ 10,5 bilhões. O Estado vai oferecer 2,2 mil quilômetros de vias, em quatro lotes que atravessam o Estado, boa parte formando corredores de ligação entre Minas Gerais e o Paraná. O objetivo é dar aos motoristas alternativas às rodovias federais, como a Regis Bittencourt. O prazo da concessão será de 30 anos.

O governo paulista também oferecerá ao setor privado a operação de cinco aeroportos para aviação executiva hoje feita pelo Estado. Os terminais, que serão licitados em um único lote, estão localizados em Bragança Paulista, Campinas, Jundiaí, Ubatuba e Itanhaém. Com prazo de 30 anos, a concessão deve atrair R$ 91,8 milhões em investimentos, sendo R$ 34,5 milhões nos primeiros quatro anos. O governo separou o sistema de transportes intermunicipais rodoviário do Estado, que atinge 425 milhões de quilômetros, em cinco áreas a serem licitadas: Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Bauru e Santos. Segundo Alckmin, o objetivo é modernizar a frota, com serviço de wi-fi e ar-condicionado. O investimento previsto é de pelo menos R$ 2,6 bilhões. Cerca de 152,8 milhões de passageiros são atendidos por essas linhas ao ano.

 

Mercado da computação

Mudança de hábito e recessão provocaram queda forte no número de lojas de equipamentos de informática. São 18.400 lojas a menos nesse ramo em um ano, recuo de 10,3%, mais intenso que no varejo em geral, que foi de 7,2%, com o fechamento de 144 mil lojas, de acordo com levantamento inédito da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Foi a primeira redução no número de lojas desde 2005.

As vendas cresciam mais de 30% em 2006, e a expansão de dois dígitos se manteve até 2011. Depois, as altas foram ficando mais tímidas, até que no ano passado, as vendas começaram a cair (1,7%). O preço do computador caiu 5% no ano passado.

O movimento de troca dos desktops pelos computadores de mão apareceu na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/2014). A inclusão digital pelo computador de mesa estacionou. A proporção de lares munidos de computador ligado à internet parou em 42%. O aparelho que invadiu as casas nos últimos anos dez anos (em 2004 apenas 12% dos lares tinham computador ligado à internet) deixou de ser vedete. A participação dos desktops na produção total de computadores (mesa, notebooks e tablets) caiu de 35% em 2012 para 20,1% em 2014. E a de tablets cresceu de 17,4% para 47,8%.

Para o vice-presidente de Comunicação e Marketing da Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro), Gerino Xavier, a migração para os aparelhos sem fio é sem volta.

 

Meio Ambiente

As emissões brasileiras de gases de efeito estufa caíram 0,9% em 2014 em relação ao ano anterior e estão estáveis, desde 2009, em torno a 1,5 bilhão de toneladas de CO² equivalente (CO²e). O diagnóstico faz parte do estudo “Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa no Brasil” (1970-2014) do Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG).

Trata-se de uma ferramenta desenvolvida em 2013 para calcular anualmente as emissões brasileiras e identificar sua origem. O SEEG é do Observatório do Clima, rede que agrupa as ONGs que atuam no Brasil na questão climática. Na avaliação do SEEG há uma queda das emissões originadas no uso da terra - onde está a rubrica desmatamento -, em 9,7% entre 2013 e 2014. Esta continua sendo a maior fonte de emissões brasileira (31,2%).

As emissões de energia foram as de maior aumento (6%), “mesmo em um ano de economia praticamente estagnada”, observam os ambientalistas. Isso teria sido puxado pelo aumento no uso de gasolina e diesel no transporte, mas principalmente pelo aumento na geração elétrica das termelétricas. O setor de energia já representa 30,7% das emissões, seguido pela agropecuária (27%), processos industriais (6%) e resíduos (3%) . Pará e São Paulo são os Estados de maior emissão (10% cada) e Mato Grosso (9,3%), seguido de Minas Gerais (8,5%). Quando se tira o desmatamento da conta, São Paulo fica com 14% do total de emissões do país, Minas com 11%, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro com 7% cada um.


Fonte: Ideia Fixa - Gestão de Informação

EMGE

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