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25/11/2015 | domtotal.com

Concessões: governo aumenta Taxa de Retorno

Atualização tem como objetivo tornar a infraestrutura ferroviária no Brasil competitiva.

A taxa anterior, que era de 8,5%, foi elevada para 10,6% ao ano, para o custo médio ponderado de capital.
A taxa anterior, que era de 8,5%, foi elevada para 10,6% ao ano, para o custo médio ponderado de capital. (Divulgação)

O governo aumentou a Taxa de Retorno (TIR) para os próximos leilões de ferrovias. A mudança foi anunciada nesta segunda-feira (23) o Ministério da Fazenda. Com isso, os investimentos tornam-se mais atrativos e isso deve acirrar as disputas. Conforme nota divulgada pela Fazenda, foram atualizados os “os parâmetros balizadores de cálculo da TIR”. Diante dessas atualizações, a taxa anterior, que era de 8,5%, foi elevada para 10,6% ao ano, para o custo médio ponderado de capital (Weighted Average Cost of Capital, o WACC).

Segundo a Fazenda, a atualização busca “alinhar o binômio risco e retorno”, tornando a infraestrutura ferroviária no Brasil competitiva em relação a outros investimentos semelhantes. Também foi alterada a medida de risco não diversificável relativo ao negócio (fator beta), que é uma medida de risco sistemático que é levado em consideração na formação do custo de capital próprio. Passou-se a utilizar o "fator beta" de empresas do setor ferroviário dos Estados Unidos, por este mercado possuir o modelo ferroviário vertical (gestão da infraestrutura e operação da ferrovia) similar ao modelo a ser utilizado nas próximas concessões ferroviárias no Brasil.

O Ministério da Fazenda explica o que é o WACC, ponto crucial para os agentes que pretendem participar dos próximos leilões de concessões. Trata-se do critério que será utilizado como a taxa de desconto para o cálculo do valor de outorga mínima dos próximos leilões de concessões de ferrovias. Esse valor não representa a taxa efetiva de retorno do investimento, a qual depende de outros fatores, como as características próprias da concessão, do acionista e da estrutura de capital que vai investir no projeto. O mais provável é a que a TIR final seja diferente da taxa divulgada hoje, depois de consideradas todas essas características.

Para as demais variáveis, o presente cálculo manteve a metodologia anterior, conforme descrita na Nota Técnica nº 64 STN/SEAE/MF, de maio de 2007, e já conhecida pelos entes envolvidos no processo e pelas autoridades de controle. 

 

Mercado da tecnologia

A economia brasileira está tão deteriorada que basta reunir 10 grandes empresas para o valor de mercado delas superar a produção de riquezas nacional. Claro que não são quaisquer companhias, mas o seleto grupo das top 10 maiores corporações de tecnologia do mundo cotadas em bolsa de valores. Juntas, Apple, Google, Microsoft, Facebook, Alibaba, Amazon, Tencent, eBay, Baidu e Naspers valem US$ 2,5 trilhões, revela levantamento do banco de investimentos norte-americano
Jefferies. Enquanto isso, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cairá de US$ 2,34 trilhões em 2014 para US$ 1,80 trilhão em 2015, aponta estimativa realizada em outubro pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Para os especialistas, as marcas que estão no topo transformaram ou melhoraram a maneira de viver das pessoas, usando dados e tecnologia para otimizar a experiência dos consumidores. Além disso, são muito inovadoras, revolucionaram o mundo e desconhecem fronteiras geográficas, com atuação global.

Das 251 maiores empresas de tecnologia do planeta, somente uma é brasileira: a varejista B2W, que reúne as redes on-line Americanas.com, Submarino e Shoptime. De acordo com o levantamento do Jefferies, a B2W vale hoje cerca de US$ 1,8 bilhão. “O mercado de inovação se baseia na interferência do mercado, da academia, que encabeça o processo com o desenvolvimento tecnológico, e do governo, que propicia incentivo e regulação adequados. No Brasil, o ambiente de negócios é hostil. Falta estímulo e sobram incerteza e insegurança jurídica”, justificou Lima.

A realidade do Brasil é que as pequenas empresas que dão certo acabam sendo adquiridas por outras maiores ou simplesmente precisam atuar em outros países para conseguir crescer. “Há muita burocracia. Quando a empresa tecnológica consegue exportar, muitas vezes o produto fica preso”, disse o presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Guilherme Stark Bernard. “Tive de abrir filial na Alemanha para vender lá”, contou.

 

Meio Ambiente

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou nesta segunda-feira que ao menos 900 hectares de flora foram dizimados em Minas Gerais em razão do rompimento da barragem de rejeitos de minério da Samarco em Mariana, no início do mês. O monitoramento no estado ainda não foi concluído.

A entrevista foi concedida após Izabella sobrevoar a foz do Rio Doce, alcançada pela lama no sábado. De acordo com ela, a onda de resíduos já alcança dez quilômetros ao longo da costa e de um a 1,5 quilômetro mar adentro. Embora as avaliações do impacto na região ainda estejam em curso, o monitoramento será feito por ao menos entre 90 e 120 dias. A ministra disse ainda que, com a chegada da temporada de chuvas, mais sedimentos serão trazidos do local onde ocorreu o acidente para o encontro do rio com o oceano.

O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, e a presidente do Ibama, Marilene Ramos, acompanharam a ministra. Na saída do hotel, eles foram abordados por um grupo de seis manifestantes, moradores de Regência, distrito de Linhares, onde o Rio Doce deságua no mar. Eles seguravam cartazes contra a Vale, uma das controladoras da Samarco.


Fonte: Ideia Fixa - Gestão de Informação

EMGE

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