Engenharia Engenharia Hoje

14/12/2015 | domtotal.com

Perspectiva de crescimento

No entanto, setor ainda esbarra nos obstáculos impostos pelas distribuidoras.

Fontes renováveis
Fontes renováveis

Impulsionado por novas regulações e pelo encarecimento da conta de luz, o mercado de autoprodução de energia com fontes renováveis deve crescer exponencialmente, mas ainda esbarra nos obstáculos impostos pelas distribuidoras, que temem a perda de receita. "De um lado você tem o custo da energia, que hoje é altíssimo, e esse valor tende a se equilibrar com os investimentos necessários para um projeto eólico ou solar", afirma o presidente do Instituo Acende Brasil, Claudio Sales. "É de se esperar que haja um crescimento mais rápido desse segmento. Por isso, é importante que se aprofunde a discussão sobre os aprimoramentos que serão necessários às normas", adverte.

Sales destaca a necessidade de se criar um modelo regulatório no qual as distribuidoras não sejam ameaçadas pela ampliação da geração própria de energia. A transição, avalia ele, não pode ser brusca e tem que contar com o acompanhamento progressivo do governo e dos órgãos reguladores do setor.

Receosas, as distribuidoras estariam até mesmo dificultando a homologação de projetos para instalação de painéis solares capazes de gerar eletricidade, critica o diretor do grupo Neosolar Energia, Raphael Pintão. Segundo o executivo, o processo para a aprovação de um sistema de autoprodução, que precisa necessariamente passar pela sanção da distribuidora que vai integrar o gerador à rede, já chegou a levar menos de 40 dias e hoje demora três meses.

Na última semana, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) resolveu aprovar uma medida que vai possibilitar a venda de energia de geradores próprios de maior porte para as distribuidoras. Até hoje, a maior parte dos adeptos à geração distribuída só pode usar o excedente de geração como crédito para ser compensado em tarifas futuras. Por fim, o órgão regulador aprovou no final de novembro uma resolução que cria a figura da geração compartilhada, permitindo que pequenas sociedades, como condomínios, se constituam como mini ou microgeradores.

 

Construção imobiliária em baixa

Enquanto o Índice de Atividade da Construção Imobiliária (Iaci) no Brasil teve queda de 8,1% em novembro deste ano ante igual mês de 2014, em Minas Gerais a retração foi ainda maior, de 13%. É o que aponta a pesquisa da Tendências Consultoria Integrada. A piora do mercado imobiliário mineiro é observada desde o ano passado, de acordo com a economista e especialista em construção civil Mariana Oliveira, também responsável pelo estudo.

“Ao longo de 2015, a economia do País começou a se deteriorar, mas houve um aprofundamento da crise em Minas. Em junho deste ano, a queda do Iaci no Brasil chegou 15% e em Minas Gerais a redução foi de 32%”, diz Mariana. Ela explica que um dos fatores está relacionado à questão macroeconômica e os reflexos negativos, como o aumento do desemprego no Estado, em especial na indústria automotiva.

A especialista lembra que houve um corte de 3,5% do número de postos de trabalho no Brasil em outubro deste ano na comparação com igual mês do ano passado, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já em Minas, a retração no mesmo período analisado foi de 4,8%. “Esse fator impacta no setor de imóveis. Sem emprego, não há renda e nem como fazer financiamento. Em meio a esse cenário, as pessoas ficam mais cautelosas em assumir compromissos financeiros e parcelar pagamentos de imóveis”. De acordo com Mariana, as pessoas também estão receosas em relação aos rumos da economia e da política no País. “A elevação da inflação, por exemplo, corrói o poder de compra. E o setor da construção civil é prejudicado por esse ambiente”. Ela relembra que o Iaci é um termômetro do setor, haja vista que mede a área em construção (em fase de fundação, estrutura ou acabamento) de obras imobiliárias residenciais, comerciais, de turismo e outros.

Por outro lado, o Iaci de novembro deste ano teve alta de 1,0% ante outubro no Brasil, considerando os dados livres de efeitos sazonais. Já em Minas Gerais, houve aumento de 2,4% no mesmo período analisado. A atividade da construção imobiliária também apresentou queda de 13,2% no acumulado de 12 meses ante retração de 8,2% no fechamento de 2014 em nível nacional. No mesmo período, a queda foi de 22,7% em Minas Gerais.

 

Produção Industrial

O número de empresas industriais que pretendem reduzir investimentos em 2016 é maior do que a parcela das que planejam elevar os aportes, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), que divulgou o Indicador de Intenção de Investimentos. O indicador sinaliza que, no quarto trimestre, 15,7% das empresas estão prevendo investir mais em 2016, e 30,8% estão prevendo investir menos.

O Indicador de Intenção de Investimentos recuou 7,0 pontos no quarto trimestre em relação ao trimestre imediatamente anterior, atingindo 84,9 pontos, o menor nível da série iniciada no terceiro trimestre de 2012. Em relação ao quarto trimestre de 2014, o indicador recuou 23 pontos.

"A queda do indicador no quarto trimestre sinaliza continuidade da fase de desaceleração dos investimentos produtivos e reflete o aumento da ociosidade e a baixa confiança empresarial. A pesquisa captou ainda um aumento da incerteza das empresas em relação à execução dos investimentos planejados, uma tendência que, em condições normais, sinaliza o aumento da chance de revisões do planejamento diante de mudanças do cenário", diz nota divulgada pela FGV.

A divulgação de um indicador de intenção de investimentos na indústria é uma novidade em relação aos relatórios anteriores produzidos pela FGV. Até o segundo trimestre deste ano, a instituição anunciava apenas as parcelas de quem pretendia investir mais ou menos, além de fazer um balanço dos aportes nos 12 meses anteriores ao período de referência.

A Sondagem de Investimentos é um levantamento estatístico trimestral que fornece sinalizações sobre o rumo dos investimentos produtivos no setor industrial para os próximos 12 meses. Foram coletadas informações de 3.692 empresas entre os dias 1º de outubro e 30 de novembro.


Fonte: Ideia Fixa - Gestão de Informação

EMGE

*O DomTotal é mantido pela Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE). Engenharia Civil conceito máximo no MEC. Saiba mais!

Comentários

Instituições Conveniadas