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15/12/2015 | domtotal.com

Sistema para deficientes auditivos

O projeto já foi testado com uma base de vídeos e cerca de 20 diferentes sinais da Libras.

Computação
Computação

A comunicação entre deficientes auditivos e pessoas que ouvem perfeitamente pode ficar mais fácil com a ajuda da tecnologia. Sistema desenvolvido em território mineiro converte os gestos da Língua Brasileira de Sinais (Libras) em palavras na tela de um computador. A ideia pioneira ainda está em fase de testes, mas pode servir de base para a criação de aplicativos de tradução em tempo real.
 
Para fazer a codificação da Libras é preciso apenas de um bom computador e de um sensor de movimentos, como os que são usados em alguns jogos de videogame. A plataforma registra a "fala", nesse caso baseada em gestos e movimentos, extrai as informações e decodifica em palavras. "A ideia é registrar o sinal da Libras feito pela pessoa não falante e traduzi-la para a linguagem natural. Dessa forma, muitas pessoas que não conhecem essa linguagem poderiam comunicar-se com as pessoas surdas", explica o cientista Edwin Jonathan Escobedo Cárdenas. Criador do sistema, ele é doutorando da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).
 
O projeto já foi testado com uma base de vídeos e cerca de 20 diferentes sinais da Libras. Para ser usado, no entanto, precisa passar por testes de "tradução" em tempo real e com um número maior de palavras. O objetivo agora, segundo Edwin, é ampliar o repertório e acrescentar, além de palavras, frases inteiras.
 
A comunicação a partir do sistema é fácil. O usuário só precisaria fazer o sinal na frente da câmera, do sensor de movimento, e o sistema automaticamente faz a interpretação e apresenta os resultados na tela do computador. O estudo está sendo desenvolvido há dois anos e meio no campus da Ufop e foi um dos 70 inventos selecionados para participar da Inova Minas, mostra inédita realizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), no mês passado, em Belo Horizonte. A Libras é reconhecida no Brasil como um meio legal de comunicação e expressão desde abril de 2002, após a publicação de uma lei específica sobre o tema.
 
Em Belo Horizonte, uma iniciativa de inclusão social vem fazendo sucesso entre estudantes do ensino fundamental da rede pública graças à junção da ciência com tecnologia e criatividade. Por meio de um jogo de cartas que ensina palavras em Libras crianças com deficiência auditiva conseguem interagir com as demais em sala de aula.
 
O projeto foi desenvolvido na Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg), sob coordenação da pesquisadora Rita Engler. "Sempre pensamos que aprender sinais é muito fácil, mas oralizar uma criança surda é muito difícil. Então, surgiu a ideia do jogo, que é como um jogo do mico, de cartas baralhadas. É simples, agradável e extremamente inclusivo", explica a professora do Centro de Estudos em Design e Tecnologia da Escola de Design da Uemg.

 

Mercado das engenharias
 
Fazer carreira em engenharia, uma das áreas mais tradicionais, durante muito tempo, foi visto como tiro certeiro para alcançar esses propósitos, mas o cenário em alguns nichos da formação começou a mudar nos últimos tempos. Segundo professores e especialistas, o mercado para profissionais do ramo civil é um dos que deve se afunilar nos próximos anos, enquanto os engenheiros de produção têm mais chances de ganhar espaço nas empresas.

O número de profissionais graduados em engenharia civil apresentou crescimento nos últimos anos: entre janeiro de 2014 e novembro de 2015, mais de 314 mil profissionais se registraram no conselho federal da categoria (Confea). O saldo entre admissões e demissões deste ano, porém, foi negativo. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged/MTE), a construção civil encerrou outubro com redução de 49.830 postos de trabalho.
 
Enquanto algumas especializações enfrentarão dificuldades no próximo ano, outras devem apresentar crescimento no número de profissionais colocados no mercado. Os graduados em engenharia de produção devem vivenciar o aumento da oferta de vagas. O especialista nessa área tem a atribuição de projetar e viabilizar sistemas mais produtivos, tarefa que se torna bastante visada em momentos de crise. “É um profissional que trabalha com otimização de processos. É um setor que vê uma oportunidade na crise, porque o engenheiro de produção planeja orçamentos, torna o processo mais eficiente para cumprir prazos, trabalha de maneira integrada”, explica a coordenadora do curso de engenharia de produção da Universidade de Brasília (UnB), Andrea Santos.

Apesar da oferta de vagas, no ranking de salários, os engenheiros de produção ainda são os que apresentam menor remuneração — segundo levantamento da Kelly Services, a média de ganho anual no Brasil em 2013 era de R$ 118 mil.
 
A ocupação que terá o maior crescimento no salário do próximo ano em relação a 2015 será a de gerente de projetos em grandes empresas — o valor inicial deve passar de R$ 7 mil para $ 10 mil e o máximo pode chegar até R$ 25 mil mensais (o que representa 9,4% de crescimento). Já os cargos de engenheiros civis em grandes empresas devem apresentar queda no próximo ano. A expectativa é de que os valores decaiam 24%, passando da faixa de R$ 8 mil até R$ 14 mil para R$ 6,7 mil até R$ 10 mil.
 

 

PIB da construção em baixa
 

Após dois anos praticamente estagnado, o Produto Interno Bruto (PIB) da indústria da construção civil de Minas Gerais deve fechar 2015 com uma queda de 8% frente a 2014. Além disso, a previsão para o número de lançamentos imobiliários neste ano indica uma queda em torno de 60% em relação ao exercício passado na Capital e Nova Lima (RMBH), o que também sinaliza uma redução no Estado.
 
Porém, frente ao achatamento da oferta de unidades habitacionais no Estado, e da demanda reprimida em função das condições econômicas desfavoráveis e crédito caro e restritivo para a compra de um imóvel novo ou usado, o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) espera uma melhora do quadro atual a partir do segundo semestre de 2016. Mas não há nada garantido, como ponderou o presidente André de Souza Campos.
 
Segundo ele, a projeção para o PIB da construção civil em Minas Gerais para 2016, mantidas as condições econômicas e políticas desfavoráveis, é de uma queda de 5% sobre o resultado deste ano (-8%), o que indica que a curva de crescimento do setor continuará negativa. “2015 foi um ano difícil e 2016 não será muito diferente”, destacou. O empresário da construção civil no Estado, no entanto, não está confiante. O Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) atingiu, em novembro deste ano, 30 pontos, indicando falta de confiança. O índice só não ficou abaixo do registrado no mês anterior, que foi de 27,3 pontos. Fora isso, o resultado de novembro é o menor desde pelo menos fevereiro de 2010. O resultado refletiu diretamente nos empregos do setor. Conforme o Sinduscon-MG, de janeiro a outubro deste ano, perdeu 37,7 mil vagas de emprego formal, sendo que 20,2 mil postos de trabalhos, o que equivale a 53,5% do total, foram fechados só na Região Metropolitana de belo Horizonte.
 
Nos últimos 12 meses, terminados em outubro deste exercício, a perda de empregos formais na construção civil do Estado, segundo o sindicato, foi de 67,2 mil vagas. O resultado de Minas Gerais só não foi pior neste período do que em São Paulo, onde o saldo ficou negativo em 74,7 mil postos de trabalho.


Fonte: Ideia Fixa - Gestão de Informação

EMGE

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