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17/12/2015 | domtotal.com

Transporte cresce em Minas Gerais

Apesar do desempenho positivo, documento aponta a necessidade de investimentos.

Minas Gerais: 93 passagens em situação crítica.
Minas Gerais: 93 passagens em situação crítica. (Divulgação)

Apesar da necessidade de investimentos para eliminar gargalos, o transporte de cargas através das ferrovias cresce em Minas Gerais, impulsionado pela movimentação decommodities. As informações são da Pesquisa CNT de Ferrovias, divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), que traça um panorama do modal entre 2011 e 2014.
 
O estudo da entidade dividiu a malha ferroviária nacional em 13 corredores, que foram subdivididos em trechos. Em Minas Gerais, o levantamento compreende 11 trechos ferroviários operados pela MRS Logística, Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). No Corredor Vitória, que engloba ferrovias em Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás e Espírito Santo, o destaque de crescimento foi o subtrecho entre Araguari (Triângulo Mineiro) e Belo Horizonte, com alta de 35,1% entre 2011 e 2014. A movimentação de cargas passou de 9,670 milhões de toneladas para 13,067 milhões de toneladas.
 
Apesar do desempenho predominantemente positivo, o documento aponta a necessidade de investimentos para eliminar os gargalos logísticos na malha ferroviária, principal em áreas urbanas. Em Minas, por exemplo, foram identificados 93 passagens em situação crítica, conforme números de 2011.
 
Com investimentos públicos insuficientes, entre 2011 e 2014, as concessionárias investiram para solucionar alguns destes gargalos. Em Minas Gerais, foram registradas 13 intervenções no período.
 
 
Produção e investimentos
 
O volume de operações de fusões e aquisições M&A) em 2016 deve ficar em torno de R$ 150 bilhões, praticamente em linha ao registrado em 2015 (R$ 142 bilhões), previu Fábio Mourão, responsável pelo Departamento de Investment Banking do Credit Suisse, durante almoço em São Paulo. “Este ano, vimos que as operações foram motivadas por consolidação, busca de liquidez e reorganização de dívidas e provavelmente 2016 será dessa forma”, observou.
 
De acordo com ele, as operações devem se concentrar na área de energia (óleo e gás), energia elétrica e infraestrutura. Ele pontuou que o setor de mineração e aço deve ter movimentação de M&A prejudicada pela queda nos preços das commodities, mas não descartou o fechamento de alguma operação no segmento.
 
O economista-chefe do banco, Nilson Teixeira, comentou que o Brasil deve enfrentar uma profunda recessão no biênio 2015 e 2016, com uma queda do PIB de 3,7% e 3,5%, respectivamente. “No próximo ano, deverá continuar o cenário de queda do consumo das famílias, dos investimentos e do nível de atividade”, destacou.
 
Ele estima que a inflação deve atingir 10,8% neste ano e não apresentar forte redução em 2016. Teixeira prevê uma taxa de 8% para o ano que vem. Em função de uma conjuntura marcada por muitas incertezas, com recessão intensa e diversas dúvidas de ordem política, ele prevê ainda que o Banco Central não deverá elevar a Selic no curto prazo.
 
 
Energia

A Abengoa, grupo espanhol do setor elétrico que possui diversos ativos de transmissão no Brasil, confirmou em reunião com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que decidiu paralisar todas as suas obras em curso no País, segundo nota obtida pela Reuters.
 
Em meio à crise financeira da matriz da empresa, que já entrou com pedido preliminar de recuperação judicial na Espanha, a Abengoa informou que a decisão deve atingir todos os seus projetos, independentemente do estágio da construção. A estrangeira também informou ao regulador que está em negociação "há algum tempo" para vender ativos ou encontrar parceiros para os projetos no País, que incluem uma linha de transmissão de energia importante para escoar a produção da hidrelétrica de Belo Monte (PA) e linhas que farão a conexão com a rede de usinas eólicas instaladas na Região Nordeste.
 
A situação de insolvência da espanhola deve atrasar ainda mais o fornecimento de energia pela usina paraense, que será a terceira maior hidrelétrica do mundo quando for finalizada. Quase um ano após a data inicial prevista, Belo Monte promete entrar em operação em fevereiro de 2016, mas agora está cada vez mais próxima de um cenário em que gera energia, mas não pode transmiti-la.
Em notas tomadas durante a reunião com a Aneel, que ocorreu no último dia 2 de dezembro e contou com a presença de dois diretores da Abengoa, a agência reguladora relata que a empresa admitiu que "não obterá recursos para os empreendimentos em implantação até solucionada a questão da holding". Após o pedido preliminar de recuperação judicial na Espanha, o grupo ganhou prazo de três meses, prorrogável por mais um, para negociar com credores. Se não conseguir um acordo até lá, entra oficialmente em recuperação judicial.
 
Segundo o diretor executivo do Grupo Safira Energia, Mikio Kawai Jr., a empresa de transmissão poderia ser responsabilizada por possíveis prejuízos trazidos por atrasos em suas obras, mas como o caso da Abengoa é de recuperação judicial, o mais provável é que o consumidor acabe sendo penalizado. Ele afirma que o governo poderia, por exemplo, tomar de volta a concessão das linhas e fazer um segundo leilão para atrair um investidor interessado em dar continuidade aos projetos, mas ressalta que o retorno oferecido para esse empreendedor deve ser cobrado nas tarifas de energia.
 
Com uma dívida bruta de 9 bilhões de euros, a Abengoa possui contratos no Brasil para a construção e a operação de 3.320 quilômetros em linhas.


Fonte: Ideia Fixa - Gestão de Informação

EMGE

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