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18/12/2015 | domtotal.com

Investimentos de R$ 100 bilhões até 2030

Fiemg definiu 2015 como um ano para ser esquecido, devido os impactos da crise econômica.

Programa quer ampliar a geração distribuída com fontes renováveis.
Programa quer ampliar a geração distribuída com fontes renováveis. (Divulgação)

A geração de energia solar pelos próprios consumidores deverá movimentar mais de R$ 100 bilhões em investimentos até 2030. A estimativa é do Ministério de Minas e Energia, que lançou nesta semana o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD), que tem como objetivo estimular e ampliar a geração distribuída com fontes renováveis em residências, indústria, comércio, além de universidades e hospitais.

Com a geração distribuída, os consumidores que instalarem equipamentos para gerar a energia para seu próprio consumo, com placas solares, por exemplo, podem vender o excedente para a distribuidora de energia local. Os créditos podem ser utilizados em até cinco anos para diminuir a conta de luz em outros meses, quando o consumo for maior. Os condomínios que quiserem instalar equipamentos para gerar a sua própria energia poderão repartir a energia entre os condôminos. Outra possibilidade é a formação de consórcios ou cooperativas para a instalação de sistemas de geração distribuída. O ministério estima, até 2030, a adesão de 2,7 milhões de unidades consumidoras e a geração de 48 milhões de mwh, que é a metade da geração da Usina Hidrelétrica de Itaipu.

Outras medidas previstas no programa são a criação e expansão de linhas de crédito e financiamento de projetos de sistemas de geração distribuída; o incentivo à industria de componentes e equipamentos e o fomento à capacitação e formação de profissionais para atuar no setor. Também está prevista a capacitação e formação de recursos humanos para atuar na cadeia produtiva das energias renováveis.

 

Indústria de Minas em queda

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) definiu 2015 como um ano para ser esquecido, devido os impactos da crise econômica para o setor. A previsão é a de que a indústria mineira termine o ano com uma queda de 15,3%, a maior desde 1985, conforme balanço anual.

“Já tivemos uma queda em 1990, no governo Collor, e outra em 2008, mas nada comparado a esta”, afirma o presidente do Conselho de Política Econômica da Fiemg e vice-presidente da entidade, Lincoln Fernandes. De janeiro a outubro, a queda foi de 14%. A indústria de transformação foi a que apresentou maior recuo. Não há expectativa de reversão deste cenário a curto prazo, analisa o gerente de estudos econômicos da Fiemg, Guilherme Leão. No entanto, ele acredita que a retração será menor em 2016, apesar da projeção de queda do PIB. “Não será um ano fácil, mas esperamos que seja melhor. Os indicadores devem melhorar a partir do segundo semestre”.

Na avaliação da Fiemg, existem caminhos de saída da crise que passam principalmente pela retomada do investimento privado. “O setor público não tem capacidade para investir. E o país está envelhecendo. As estradas estão ficando deterioradas, as máquinas estão ficando velhas, isso é muito grave, pois afeta o crescimento”, alertou Leão. A Fiemg também espera queda no consumo das famílias nos primeiros meses de 2016, devido ao aumento do desemprego e à corrosão do poder de compra, ocasionado pelo endividamento e pela inflação – que ultrapassa a barreira de 10% ao ano.

O presidente da Fiemg, Olavo Machado, avaliou como esperado o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência de classificação de risco Fitch. A expectativa é de um novo rebaixamento no primeiro trimestre de 2016. “Daqui a pouco será a vez da agência Moody’s retirar o selo de bom pagador do Brasil”, disse Machado. Para ele, mesmo com o rebaixamento, empresas do exterior, especialmente da China, devem se interessar por oportunidades de negócios no Brasil.

“Os chineses podem aproveitar o momento para barganhar e investir em infraestrutura”, afirmou o presidente da Fiemg, Olavo Machado.

 

Concessões

O diretor-presidente da BH Airport - concessionária que administra o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (RMBH) -, Paulo Rangel, esteve reunido com empresários na Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) para balanço das atividades e investimentos feitos no terminal no primeiro ano sob concessão da empresa, completado em agosto.

Apesar de comemorar o avanço da nota na avaliação de satisfação dos usuários do aeroporto, que passou de 3,31 quando a BH Airport assumiu para 4,15 no último trimestre (em um total de cinco pontos possíveis), feita pela Secretaria de Aviação Civil (SAC), Rangel reclamou da burocracia, que fez com que obras importantes para melhoria do terminal sofressem atrasos.

O executivo também lamentou ter que assumir obras que não foram entregues, conforme estava no contrato, por parte da Infraero. Foi necessário realizar intervenções orçadas em aproximadamente R$ 370 milhões, que incluem a conclusão do Terminal 1 e a recuperação da pista de pousos e decolagens. Ainda foi preciso fazer reparos emergenciais na pista que não passava por recuperação estrutural desde sua inauguração, há 30 anos. No Terminal 1 a expansão do embarque remoto será entregue hoje. São cinco novos portões, que permitirão que cinco ônibus sejam estacionados ao mesmo tempo. Isso multiplica em duas vezes e meia a capacidade de transporte de passageiros, agilizando os embarques.

Mesmo diante das dificuldades, o executivo garantiu a planilha de investimentos que prevê recursos da ordem de R$ 1,5 bilhão até 2030, sendo 50% do total até o fim do ano que vem. O valor, até o fim da concessão, em 30 anos, é de aportes de aproximadamente R$ 3,5 bilhões. Entre as próximas entregas mais esperadas está o Terminal 2. A expectativa é que seja concluído em 2016, dobrando a capacidade do aeroporto para 22 milhões de passageiros por ano.

“Esse é um terminal provisório, cujo projeto original era para abrigar voos domésticos e que adaptamos para poder avançar com as obras nos terminais 1 e começar as do 2. O lugar do embarque internacional antigo já foi modificado e não temos como voltar com as operações para ele, sob pena de não conseguir dar andamento às obras. Durante os próximos 11 meses ainda teremos que nos contentar com o Terminal 3, mas garanto que vamos ter um novo espaço amplo e adequado para atender a todos”, destacou o executivo.


Fonte: Ideia Fixa - Gestão de Informação

EMGE

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