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21/12/2015 | domtotal.com

Extratos contra flavivírus

Desenvolvimento de antivirais é um aliado importante contra epidemias.

Rachel Castilho: ação antidengue num extrato da família dos ipês.
Rachel Castilho: ação antidengue num extrato da família dos ipês. (Divulgação)

Estudos de cientistas brasileiros revelaram que extratos de folhas, flores e frutos da flora nacional têm ação contra flavivírus, a família do zika e do que causa a dengue, e outros arbovírus que provocam surtos no Brasil, como o mayaro. Para pesquisadores como o professor de virologia Davis Fernandes Ferreira, da UFRJ, o desenvolvimento de antivirais é um aliado importante contra a epidemia.

Ferreira observa, porém, que alguns extratos da flora, entre eles substâncias já usadas na medicina tradicional, não têm efeitos tóxicos conhecidos e poderiam ajudar a conter a propagação da doença, enquanto não se desenvolvem vacinas e medicamentos específicos. O grupo da professora Rachel Castilho, do Departamento de Produtos Farmacêuticos da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), identificou ação antidengue num extrato da família dos ipês. Em laboratório, a Distictella elongata se mostrou eficiente em combater o vírus. A planta é um arbusto encontrado em Minas Gerais.

Outro que destaca o potencial da biodiversidade brasileira é o químico Róbson Ricardo Teixeira, do Departamento de Química da Universidade Federal de Viçosa (MG). Seu grupo se prepara ainda para testar um outro tipo de arma contra vírus: moléculas artificiais, desenvolvidas em laboratório contra alvos muito específicos.

 

Construção

A indústria da construção apresentou, em novembro, um agravamento do quadro negativo que já era observado no nível de atividade nos meses anteriores, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Pela metodologia da CNI, na sondagem da indústria da construção, os índices analisados variam de 0 a 100, com resultados menores que 50 representando queda na comparação com o mês anterior.

De acordo com a entidade, o nível de atividade no setor ficou em 36,3 pontos no mês passado, resultado pior que os 36,7 de outubro e que os 43,0 pontos de novembro de 2014. O nível de emprego, por sua vez ficou em 35,7 pontos em novembro, 0,1 ponto acima do mês anterior. O número, entretanto, é bem mais baixo que o registrado em novembro de 2014, quando estava em 41,5 pontos. Já o uso da capacidade de operação, medido de 0% a 100%, registrou, no mês passado, um nível de 57%, o que representa estabilidade em comparação com o mês anterior. Em novembro de 2014, o índice estava em 66%.

A Confederação explica que a recessão econômica segue impactando a indústria da construção. “Os dados de novembro indicam queda do segmento, sem perspectivas de melhora no curto prazo”, avalia a entidade. Segundo a CNI, o índice de intenção de investimento na construção está em 26,3 pontos. Os dados mostram ainda que a expectativa para o nível de atividade nos próximos seis meses ficou em 39,3 pontos neste mês. Com relação a novos empreendimentos e serviços, o índice chegou a 36,7, menor valor da série histórica. Para o número de empregados, o dado ficou em 38,2 pontos e, para a compra de insumos e matérias primas, em 36,5, que também bateu recorde negativo.

O levantamento foi feito com 564 empresas, sendo 171 pequenas, 259 médias, 134 grandes.

 

Desenvolvimento industrial

O forte aumento do custo da energia está eliminando a produção brasileira de alumínio primário. Desde 2010, o volume produzido no País caiu pela metade e mais de 70% das fábricas pararam de operar. Com isso, o Brasil deixou de ser um exportador e vem ampliando as importações do insumo.

Para se ter uma ideia do quadro atual, há cinco anos, no período entre janeiro e novembro, a produção de alumínio primário totalizava 1,409 milhão de toneladas. Já no acumulado dos 11 primeiros meses de 2015, o volume produzido atingiu apenas 708,5 mil toneladas, conforme dados da Associação Brasileira do Alumínio (Abal). Na comparação com a produção registrada no acumulado até novembro do ano passado (891,1 mil toneladas) houve uma retração de 20,5%.

De acordo com o presidente-executivo da associação, Milton Rego, a redução se deve, basicamente, ao preço da energia elétrica. “Todos os setores eletrointensivos têm se ressentido pelo fato de que desde 2002 o Brasil vem aumentando sistematicamente o custo da energia para o setor industrial”, afirma.
 
Em Minas, duas foram fechadas por conta da crise enfrentada pelo segmento. Em junho deste ano, a norte-americana Alcoa anunciou a decisão de paralisar as atividades de sua unidade de alumínio primário em Poços de Caldas (Sul do Estado), com capacidade de 96 mil toneladas anuais. No ano passado, a Novelis fechou sua fábrica em Ouro Preto (região Central). A unidade tinha capacidade para produzir 18 mil toneladas de alumínio.


Fonte: Ideia Fixa - Gestão de Informação

EMGE

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