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22/12/2015 | domtotal.com

Investimentos no setor são irregulares

Na UE, pacote de reformas tem por objetivo a liberalização completa dos mercados.

Na Romênia, a estatal ainda mantém locomotivas a vapor.
Na Romênia, a estatal ainda mantém locomotivas a vapor. (Divulgação)

Como categoria de ativo, as ferrovias têm um histórico perturbador. Na Grã-Bretanha, durante a década de 1840, a coqueluche das estradas de ferro fez com que muitos investidores incautos amargassem prejuízos vultosos. O episódio merece lugar de destaque entre as maiores bolhas especulativas da história. Mas, como nos últimos anos as ações e os títulos de crédito vêm sendo negociados a preços proibitivos, aumentou o interesse por ativos “alternativos”

Segundo novo estudo da consultoria Roland Berger, dos € 10,8 bilhões (US$ 14,4 bilhões) gastos entre 2011 e 2013 com locomotivas e vagões na Europa, 87% saiu dos cofres públicos. Tamanha dependência em relação ao Estado significa que os investimentos no setor são irregulares e espasmódicos, acontecendo quando há recursos disponíveis, não quando são necessários. Na Romênia, por exemplo, a estatal ferroviária ainda mantém em circulação locomotivas a vapor fabricadas há 60 anos. A escassez de recursos públicos precipitou a desregulamentação. Na União Europeia (UE), o quarto pacote de reformas do setor ferroviário tem por objetivo a liberalização completa de todos os mercados domésticos até 2019. Não devem faltar operadoras interessadas. O transporte de passageiros tende a gerar um faturamento estável, mesmo quando a economia local sai dos trilhos (o transporte de cargas é mais suscetível a trombadas em caso de desaceleração econômica). Além do mais, a participação do setor privado se dá por meio das chamadas parcerias público-privadas, que normalmente incluem uma garantia de retorno.

O protocolo já foi ratificado pela EU e aguarda a validação de seus países-membros. Nações de fora da Europa também devem assiná-lo. De fato, as oportunidades são ainda maiores na América Latina e no Sudeste Asiático, onde o investimento privado é quase inexistente, embora as ferrovias sejam mais necessárias que nunca. É pouco provável que os ativos ferroviários voltem a ser a coqueluche do mercado, mas o sinal para o capital privado talvez esteja prestes a ficar verde.

 

Desenvolvimento industrial

Os estoques da indústria continuam acima do nível considerado ideal, mesmo com a forte redução da produção este ano, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A Sondagem Industrial da CNI mostra que o índice de estoque efetivo-planejado passou de 52 pontos em outubro para 51,4 pontos em novembro. Em igual mês do ano passado era 51,5 pontos. Valores acima dos 50 indicam estoque acima do desejado. "Todas as empresas estão tentando ajustar a produção este ano. Mas a queda nos estoques só apareceu mesmo em novembro, em setembro os níveis ainda estavam estáveis, acima do considerado ideal", explica o economista da CNI, Marcelo Azevedo.

Azevedo destaca que, nas indústrias de menor porte, o alto custo para manter estoques leva essas empresas a uma gestão mais rígida dos níveis. "Para as pequenas, a manutenção do estoque acima do planejado é fatal, porque elas não têm muito capital de giro. Já nas grandes empresas, que conseguem operar com nível maior de estoque sem tantos impactos para o caixa, é mais comum arriscar. Mas a dificuldade para ajustar os estoques neste ano tem sido um problema comum às indústrias de todos os portes", diz o economista da CNI.

Embora a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) pela indústria no mês de novembro (66%) tenha ficado estável na comparação com o mês de outubro, na comparação com 2014 houve queda de sete pontos percentuais na UCI. Já a produção industrial em novembro ficou em 40,9 pontos. A CNI ressaltou que, embora historicamente a atividade das indústrias tenha desempenho mais fraco com o fim das encomendas de fim de ano, o resultado no mês é o menor desde o início da série histórica mensal iniciada em 2010. "Significa dizer que a queda foi mais intensa que a usual", lembra a CNI.

 

Engenharia química

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta que capacitou mais 11 laboratórios públicos para fazer o diagnóstico do zika vírus. Somados às cinco unidades de referências já existentes para este tipo de exame, o país passa a contar com 16 centros capacitados para o teste. Atualmente, a técnica diagnóstica utilizada pelo Ministério da Saúde é o PCR (biologia molecular). Segundo o órgão, nos próximos dois meses, a tecnologia do exame será transferida para os novos laboratórios, totalizando 27 unidades preparadas para analisar 400 amostras por mês de casos suspeitos da doença em todo o território nacional.

De acordo com o ministério, o aumento do número de laboratórios capacitados a fazer o teste visa a ampliar a capacidade e dar maior agilidade na detecção do vírus. O repasse da tecnologia está sendo feito pelos laboratórios sentinelas de referência da Fiocruz, localizados no Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco, Pará e São Paulo. O Ministério da Saúde também fez, nesta semana, pregão para compra de insumos (primers e sonda) para a realização de 250 mil exames a um custo de R$ 645 mil. Até a primeira quinzena de janeiro, todos os laboratórios terão recebido os insumos.

Atualmente, o Ministério da Saúde utiliza a vigilância sentinela para o monitoramento dos casos da doença. A circulação do vírus em uma região é confirmada em algumas amostras, por meio de teste PCR. Os Lacens (sentinelas) – que realizam todos os testes de zika no país – são unidades laboratoriais de excelência técnica altamente especializada, na escolha da metodologia a ser utilizada e na capacitação dos outros laboratórios. Em média, leva-se até 15 dias para coleta, envio ao laboratório de referência, processamento, análise e resultado das amostras.


Fonte: Ideia Fixa - Gestão de Informação

EMGE

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