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28/12/2015 | domtotal.com

Vacina contra o HIV

Tratamento pretende desalojar e eliminar o vírus do corpo dos soropositivos.

A Vacc­4x eliminou células que o produzem levando­as.
A Vacc­4x eliminou células que o produzem levando­as. (AFP)

Uma empresa norueguesa de biotecnologia que trabalha em uma vacina contra o HIV anunciou os primeiros resultados animadores no marco de um tratamento que pretende desalojar e posteriormente eliminar o vírus do corpo dos soropositivos. “É uma grande vitória para encontrar uma cura funcional para o HIV”, explicou o porta­voz da Bionor, Jørgen Fischer Ravn.

Atualmente, os tratamentos antirretrovirais permitem controlar o vírus nos soropositivos, mas não se desfazer dele definitivamente. O HIV permanece alojado no corpo das pessoas submetidas a tratamentos, em forma latente, mas volta a aparecer no momento em que é interrompida a medicação. Esta reserva viral é um dos maiores obstáculos para a cura completa.

O experimento realizado pela Bionor na Universidade de Aarhus, na Dinamarca, em pacientes soropositivos, permitiu desalojar o vírus inativo na reserva graças ao medicamento romidepsin, um anticancerígeno, e depois eliminá­lo parcialmente. Cada paciente havia sido vacinado previamente com Vacc­4x, desenvolvida pela Bionor. Após ativar o vírus, o que normalmente deveria acarretar sua detenção sangue, a Vacc­4x eliminou células que o produzem levando­as a “um nível indetectável ou muito baixo no sangue em 15 dos 17 pacientes”, informou Fischer Ravn.
 

Construção: Retração em 2016

A crise econômica e as incertezas políticas no País fizeram com que a atividade da construção em Minas Gerais apresentasse queda expressiva ao longo do ano, o que também contribuiu para o recuo do nível de emprego. As expectativas para os primeiros seis meses de 2016 são pessimistas e os empresários preveem mais retração na produção do setor. Os dados fazem parte da Sondagem da Indústria da Construção de Minas Gerais, elaborada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) e pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Segundo o estudo, devido ao cenário econômico desfavorável, as empresas tendem a reduzir os projetos de novos empreendimentos em 2016, assim como a compra de matéria-prima e o número de empregos. Com a queda na produção do setor, a intenção dos empresários em investir em melhorias no processo produtivo no primeiro semestre do próximo ano é baixa.

De acordo com o indicador do Sinduscon-MG, que varia no intervalo de 0 a 100 e os valores acima de 50 pontos indicam evolução e otimismo do empresariado, o nível de atividade da indústria da construção recuou nos 11 meses de 2015. Em novembro o indicador mostrou retração significativa na atividade do setor, com 32,5 pontos. Em igual mês do ano anterior o índice estava em 34,1 pontos. Em outubro ficou em 34,6 pontos.

As projeções negativas para o mercado nacional no próximo ano aumentam com o pessimismo dos empresários do setor. Para o primeiro semestre de 2016, o nível de atividade deve cair para 32,1 pontos, reduzindo também o emprego para 31 pontos. As empresas da construção esperam diminuir os novos empreendimentos (30,9 pontos) e as compras de matéria-prima (29,1 pontos).

No próximos seis meses, os investimentos também serão contidos. Em novembro, o indicado apresentou a segunda alta consecutiva, passando de 23,1 em outubro para 27,2 em novembro. Mesmo com a alta, o cenário é pessimista, já que o índice está bem abaixo dos 50 pontos, que indicam otimismo.

 

Setor Elétrico

O setor de energia elétrica vai carregar para 2016 uma série de problemas que teve em 2015, com impacto direto na operação do sistema e no ambiente de negócios tanto no começo do ano como ao longo dos meses seguintes.

Especialistas consultados pelo DCI destacaram os débitos ainda devidos pelo setor a diversos bancos, a retirada das liminares que ainda travam a comercialização de eletricidade e as dificuldades para se atrair investimentos em transmissão como as grandes questões que devem demandar esforços ano que vem. O consenso aponta para um cenário preocupante: em 2016, vem mais do mesmo.

O presidente do instituto de pesquisas Acende Brasil, Claudio Sales, destaca a dificuldade para se atrair investimentos para o segmento de transmissão de energia como outro dos grandes temas a serem debatidos no próximo ano. O retrato das empresas dessa área, aponta ele, ainda é de dificuldades em 2016, porque as receitas oferecidas pela operação das linhas mais antigas já não são suficientes para cobrir os gastos com os aprimoramentos necessários. Ele ressalta a necessidade de investimentos na estrutura de transmissão para fazer frente aos desafios impostos pelo sistema cada vez mais amplo, os volumes de geração cada vez maiores e a distância cada vez mais longas entre as usinas e os pontos de consumo.

Para Mikio, os problemas do setor só serão resolvidos quando houver um acordo generalizado entre os agentes que consiga endereçar todas as questões hoje debatidas. Segundo ele, isso inclui a necessidade de pagamento dos mais de R$ 20 bilhões devidos pelos empréstimos tomados pelas distribuidoras para cobrir a compra de energia mais cara no mercado de curto prazo. Na conta, entram também cerca de R$ 50 bilhões calculados para serem repassados pelos prejuízos com a seca. Quem deve pagar essa conta, avalia o especialista, é o consumidor.

As tarifas só não devem aumentar ainda mais em 2016 porque o ritmo de chuvas previsto para o próximo ano é melhor do que o de 2015. De acordo com Sales, a pressão sobre os reservatórios tende a diminuir, também porque a retração da economia do País, sobretudo da indústria, levou a uma queda do consumo de energia. Na avaliação visão dele mesmo o risco de que as distribuidoras fiquem com mais energia contratada do que de fato será demandado delas, causando um problema de caixa.

Como ponto positivo para o ano, o presidente do Instituto Acende destaca a privatização de subsidiárias da Eletrobras, que já anunciou que quer completar o processo de venda de seus ativos até o fim de 2016.


Fonte: Ideia Fixa - Gestão de Informação

EMGE

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