Religião

20/09/2011 | domtotal.com

Em referendo Liechtenstein rejeita o aborto


Com 52,3% dos votos “não” e 47,7% “sim”, os cidadãos de Liechtenstein rejeitaram a descriminalização do aborto.

Apesar de uma campanha internacional a favor do aborto e as pesquisas que previam uma vitória para a pró-liberalização do aborto, os cidadãos de Liechtenstein se opuseram a maioria.

Atualmente, o aborto é proibido no Principado e é punível com até um ano de prisão, mesmo se realizado no exterior. Durante anos não houve condenações.

O projeto de lei proposto no referendo era a despenalização do aborto nas primeiras 12 semanas, com uma mudança no Código Penal, solicitando o direito ao aborto após esse período, se o feto apresentasse um sério risco de deficiência física ou mental.

Apenas uma minoria no parlamento aceitou a iniciativa de legalizar o aborto. Em agosto, o príncipe herdeiro Alois tinha votado contra a liberalização do aborto.

Mesmo a Igreja Católica tinha expressado a sua oposição. Por ocasião do Dia Nacional, o Arcebispo Wolfgang Haas de Vaduz recusou-se a presidir a missa como um protesto contra o aborto.

Agora que o referendo foi rejeitado, o Partido União Patriótica e o Partido Burguês Progressista anunciaram que devem propor uma emenda ao Código Penal. Aborto será banido, mas deixará de ser punível se realizado no exterior.


Radio Vaticano - 20/09/2011