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05/11/2019 | domtotal.com

Nem tudo em Portugal é Lisboa

Dez aldeias portuguesas para visitar pelo menos uma vez na vida

Cabeça fica em plena serra da Estrela, uma aldeia onde predomina o casario no estilo alpino
Cabeça fica em plena serra da Estrela, uma aldeia onde predomina o casario no estilo alpino

Trip Advisor*

Locais fantásticos que você não pode perder. As aldeias de Portugal são testemunhos do passado do país e autênticos locais sagrados onde as memórias e tradições do povo ainda se mantêm vivas e persistem, apesar do passar dos tempos. Aqui pode-se conhecer o verdadeiro Portugal, um Portugal que não aparece nos guias turísticos. Conheça estas dicas de pequenos paraísos que esperam pela sua visita.

Santa Susana (Alcácer do Sal)

Com arquitectura tipicamente alentejana, a aldeia de Santa Susana destaca-se pela presença de casinhas de rés-do-chão, todas caiadas de branco com barra azul e grandes chaminés. Localizada entre duas ribeiras, afluentes da margem direita da ribeira de Alcáçovas, está distanciada da sede do concelho por 15 km. Santa Susana chama a atenção devido às suas casas de contornos iguais e molduras de azul forte. Parece uma antiga vila de arquitectura rural, mas que estas ruas geométricas e as casas iguais não são um acaso.

Estorãos

Estorãos é uma pequena aldeia minhota situada a cerca de seis quilómetros de Ponte de Lima onde corre a ribeira que lhe dá o nome. As águas vindas do alto da serra de Arga serpenteiam no meio de pinheiros, vinhas e campos estrumados criando pequenos lagos e represas onde trutas e lampreias se escondem de turistas e pescadores. A paisagem é magnífica. O recorte azulado e sombrio da serra contrasta com o verde dos campos e as cores outonais das vinhas e searas criando verdadeiros jardins que pedem muitos passeios e descobertas rústicas.

Soajo

O Soajo, uma das mais típicas aldeias portuguesas, pertence ao concelho de Arcos de Valdevez e situa-se numa das vertentes da serra da Peneda, inserida no Parque Nacional da Peneda-Gerês. A aldeia foi vila e sede de concelho entre 1514 e meados do século XIX mas, a sua história, começa muito antes, como o comprovam o Santuário Rupestre do Gião, na serra do Soajo, e as inúmeras antas e mamoas que existem nesta zona. Possui um grandioso conjunto de espigueiros (classificados como imóvel de interesse público) erigidos sobre uma gigantesca laje granítica e que, ainda hoje, são utilizados para secar o milho, pelas gentes da terra.

Lindoso

Lindoso é a maior freguesia do concelho de Ponte da Barca, do qual dista 25 km da sede, pertence ao distrito de Viana do Castelo, faz fronteira com Espanha e tem cerca de 1300 habitantes. Inserida no PNPG – Parque Nacional Peneda-Gerês, é uma região de clima rigoroso, frio no Inverno, temperatura amena ou quente no Verão, e chuvas abundantes que atingem uma precipitação média anual superior aos 2200 mm. Povoação típica composta por velhas casas de granito, bem inseridas na paisagem, subsistindo ainda em algumas instalações agrícolas a cobertura de colmo.

Gimonde

Situada no concelho de Bragança, Gimonde oferece a quem o visita o melhor e o mais genuíno da terra fria transmontana, sempre com o calor humano e a arte de bem receber dos seus habitantes. As paisagens soberbas, a riqueza patrimonial e o pitoresco do quotidiano rural fazem de Gimonde o sítio ideal para uma escapadela de fim-de-semana ou férias, em total comunhão com a natureza.

Rio de Onor

Abrangendo uma área considerável, incluída no perímetro do Parque Natural de Montesinho, Rio de Onor partilha o nome com o rio que a atravessa, no sentido norte-sul, tornando-se posteriormente tributário do Sabor. Rio de Onor subsiste ainda como aldeia comunitária. Este regime pressupõe uma partilha e entreajuda de todos os habitantes, nomeadamente nas seguintes formas: Partilha dos fornos comunitários; Partilha de terrenos agrícolas comunitários, onde todos devem trabalhar; Partilha de um rebanho, pastoreado nos terrenos comunitários.

Montesinho

Aldeia típica transmontana, situada nos contrafortes da Serra de Montesinho, em pleno Parque Natural de Montesinho e a cerca de 1030m de altitude. Esta aldeia típica transmontana tem sido progressivamente recuperada, para o seu aproveitamento turístico.  Montesinho é pobre em recursos agrícolas, mas rico em recursos agro-pecuários. O cabrito de Montesinho é um dos seus produtos mais afamados, criado nos montes circundantes ao vento e ao frio rigoroso do Inverno e nos calores ásperos do verão.

Linhares da Beira (Celorico da Beira)

Situada na vertente ocidental da Serra da Estrela, Linhares da Beira terá tido origem num castro lusitano. De facto, os Montes Hermínios (era este o nome lusitano da Serra da Estrela), com as suas pastagens, abundância de águas e o enquadramento protector da montanha era um dos locais habitados por esta tribo ibérica, de que muitos portugueses se consideram descendentes. O linho, que foi noutros tempos uma das culturas importantes da região, estará na origem do nome Linhares, literalmente campo de linho.

Cerdeira

As primeiras referências às aldeias da Serra da Lousã, incluindo a aldeia de Cerdeira, surgem em documentos dos anos 1679 e 1687. Quando das invasões francesas, que por aqui passaram na retirada em 1811, conta-se que na Cerdeira havia um grande buraco onde os aldeões escondiam dos franceses o presunto, enquanto tapavam as portas das casas com pedras e fugiam para a serra, levando consigo o gado.

São Cristóvão (Montemor-o-Novo)

A meio caminho entre Montemor e Alcácer do Sal, São Cristóvão é uma aldeia no mar da planície a caminho das praias. O nascimento desta aldeia tem a sua origem intimamente ligada a uma lenda, na qual atribuírem a São Cristóvão a graça da escolha do local da igreja, pelo que o povo escolheu este santo como seu padroeiro e símbolo unificador da sua fé.

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