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28/01/2020 | domtotal.com

A cara da Holanda

Exposição em Madrid mostra a faceta de Rembrandt como retratista

'Jovem com gorro preto', 1662, obra que faz parte da mostra do Thyssen-Bornemisza.
'Jovem com gorro preto', 1662, obra que faz parte da mostra do Thyssen-Bornemisza.

Marco Lacerda*

Rembrandt é, sem dúvida, o pintor holandês mais importante do século 17. Enquanto a maioria dos artistas da sua época se especializaram em um gênero concreto, ele sobressaiu em vários campos, não só como pintor, mas também desenhista gravurista. Os retratos eram o seu forte, mas nunca se realizou até hoje uma exposição exclusiva de sua faceta como retratista.

Por isso, o Museu Nacional Thyssen-Bornemisza apresenta a exposição ‘Rembrandt e o retrato em Amsterdã, cobrindo o período de 1590 a 1670, que reúne uma seleção de retratos realizados durante o ‘século de ouro’ com a figura e a obra do artista como eixo central. Uma excepcional  seleção de uma centena de pinturas e gravuras, que inclui alguns dos melhores exemplos, tanto de Rembrandt (22 obras) como de outros mestres da época, para mostrar a grande variedade e extraordinária qualidade do seu trabalho.

A mostra, com curadoria de Norbert Middelkoop, fica em cartaz de 18 de fevereiro a 24 de maio de 2020. As obras foram cedidas por museus do mundo inteiro, como o Rijksmuseum de Amsterdã, o Metropolitan de Nova York, a National Gallery de Londres, entre outros, boa parte delas nunca vista fora da Holanda.

Como outros artistas holandeses, Rembrandt também foi condicionado por um mercado sujeito às leis da oferta e da procura, mas, ao contrário de outros artistas, nunca permitiu que a opinião de clientes ou colegas pintores interferisse em sua arte pouco convencional. A exposição, que será aberta em breve no Thyssen-Bornemisza, permite ao visitante contemplar o extraordinário aporte de Rembrandt à arte do retrato.

*Marco Lacerda é jornalista, escritor e Editor Especial do Dom Total.

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