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Crítica | Jurassic World

16/06/2022 15:15:38

Terceiro longa da franquia não domina muita coisa…

Jurassic World Dominion Post
© 2022 Universal Studios and Amblin Entertainment. Todos os direitos reservados.

Recentemente estreou nos cinemas o terceiro filme da trilogia Jurassic World, derivada da franquia original Jurassic Park que, lançada há quase trinta anos, ainda faz um enorme sucesso e continua levando o público aos cinemas – especialmente nos Estados Unidos.

Jurassic World Domínio (Jurassic World: Dominion), do diretor Colin Trevorrow, traz novamente Chris Pratt e Bryce Dallas Howard em seus papeis principais, mas seu maior trunfo está (pasmem!) na nostalgia, já que Sam Neill, Laura Dern e Jeff Goldblum vieram revisitar a estória para a alegria e delírio dos fãs que viram uma esperada e bem-vinda conjunção.

Na trama, que acontece quatro anos depois da destruição da Ilha Nublar, humanos e dinossauros coexistem, mas quando a filha adotiva de Claire (Howard) e Owen (Pratt), Maisie (Isabella Sermon), é sequestrada, eles vão precisar da ajuda de velhos veteranos no quesito jurássico, Alan (Neill), Ellie (Dern) e Malcom (Goldblum).

Assim, como dito, arranjaram uma maneira de trazer de volta aqueles que tornaram Jurassic Park um ícone do cinema e, como várias das estórias recentes que apostam no sucesso do passado, toda a força do filme, em seus longos 146 minutos, reside aí.

Dessa forma, sem falar na parte técnica de pós-produção que é realmente fantástica (com apenas um ou outro probleminha que pode passar batido), e excelente trabalho do elenco, a película se apresenta com um roteiro somente razoável; ou seja, a despeito da fotografia brilhante e de todo o realismo daqueles répteis gigantes que andam por aí como se fossem simples animais da floresta, a estória decepciona.

Sendo assim, é notável como a produção se preocupou muito mais com os efeitos especiais e a beleza da imagem do que com o próprio conteúdo. Sinceramente, faltou uma estória (o que é de se admirar, já que o filme é muito longo!) e o resultado foi algo que beira o entediante. Não fosse o domínio de tela do elenco brilhante e impecável, a obra teria ficado pífia com suas cenas de ação fracas, vilão ruim (culpa do roteiro) e trama pouco inspirada (nem as piadinhas são muito boas).

Ora, Jurassic Park já fez seu nome e, por isso, lidera as bilheterias da maioria dos países e (acredito) sempre vai liderar enquanto continuarem fazendo filmes derivados, prequels, spin-offs ou o que seja. E o público, nostálgico, em sua maioria ficará feliz. É de se entender!

Apesar disso, Jurassic World Domínio não dominou muita coisa…

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